Técnica de Enfermagem é Agredida por Paciente em UBS de Franca (SP) e Caso Gera Indignação
Profissional de 25 anos foi atacada verbal e fisicamente por paciente durante atendimento na manhã de segunda-feira (4); episódio reacende debate sobre segurança de trabalhadores da saúde.
Uma técnica de enfermagem de 25 anos foi agredida por uma paciente dentro da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Luiza, em Franca, no interior de São Paulo, na manhã da última segunda-feira (4). A profissional foi alvo de xingamentos, empurrões e recebeu um tapa no rosto durante o atendimento. A agressora, uma mulher de 39 anos, chegou a arrancar o celular da mão de uma colega que filmava a situação.
As agressões foram registradas por câmeras de segurança da unidade e também por testemunhas. Segundo relatos, a paciente já havia demonstrado insatisfação com atendimentos anteriores, alegando desconforto durante uma aplicação de medicação endovenosa.
Mesmo com os flagrantes e as provas entregues à Polícia Militar, a mulher foi liberada após prestar depoimento e, surpreendentemente, teve novo atendimento remarcado para o mesmo dia, na mesma unidade. A decisão causou ainda mais indignação entre os profissionais de saúde da UBS e aumentou a sensação de insegurança.
Em nota, a Prefeitura de Franca afirmou que repudia qualquer tipo de violência contra servidores e destacou que o caso está sendo acompanhado de perto pela Secretaria Municipal de Saúde. “A profissional está recebendo apoio médico, psicológico e jurídico. Toda a equipe da UBS também está sendo assistida”, informou o município.
O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, falou publicamente sobre o caso e garantiu que irá buscar a responsabilização da agressora. “Essa moça vai servir de exemplo. Vamos atrás da condenação dela por vias de fato, desacato e perturbação do serviço público de saúde”, disse, durante entrevista à Rádio Difusora.
A técnica agredida declarou que, apesar do trauma, pretende continuar atuando na UBS onde foi agredida, por ser próxima de sua residência e por manter boas relações com a equipe local. “Só quero trabalhar em paz. Não é justo que a gente sofra violência ao cuidar de vidas”, desabafou.
Casos de violência contra profissionais da saúde preocupam
Infelizmente, este não é um caso isolado. A violência contra profissionais da saúde tem se tornado cada vez mais comum em unidades públicas e privadas no Brasil. Enfermeiros, técnicos e médicos relatam agressões verbais, ameaças e até ataques físicos durante os atendimentos, principalmente em contextos de superlotação e desinformação.
Entidades da classe, como o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), têm cobrado medidas efetivas para proteger os profissionais. Entre as propostas estão: segurança armada em unidades de maior risco, protocolos de atendimento em caso de agressão e punições rigorosas aos agressores.
A repercussão do caso em Franca mobilizou servidores da saúde, sindicatos e internautas, que expressaram apoio à técnica agredida e cobraram providências urgentes do poder público.

