Três das quatro vítimas de chacina em Icaraíma tinham longo histórico criminal, aponta Polícia Civil
A Polícia Civil de Umuarama segue empenhada na investigação sobre a chacina que abalou o município de Icaraíma e repercutiu em todo o país. Conforme as apurações, três das quatro pessoas mortas no caso possuíam um extenso histórico de envolvimento com a Justiça, a maioria oriunda do estado de São Paulo.
De acordo com o levantamento da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, os registros criminais incluem crimes como estelionato, ameaças, violência doméstica, tráfico de drogas e até tentativa de homicídio.
Entre os mortos, Diego Henrique Affonso acumulava passagens por estelionato, ameaça, difamação, injúria e até redução à condição análoga à de escravo, com registros de 2018 a 2024.
Já Rafael Juliano Marascalchi tinha histórico por tráfico de drogas, associação para o tráfico, tentativa de homicídio e ameaças, incluindo casos de violência doméstica registrados desde 2005.
O terceiro, Robishley Hirnani de Oliveira, respondia por estelionato, ameaça, lesão culposa no trânsito, embriaguez ao volante e crime ambiental, com ocorrências desde 2003.
A única vítima sem antecedentes era Alencar Gonçalves de Souza Giron, segundo informou a corporação.
A polícia também divulgou o histórico dos investigados no caso. Antônio Buscariollo tem passagem por posse ilegal de arma de fogo, registrada em 2018, enquanto Paulo Ricardo Costa Buscariollo não possui antecedentes criminais.
Devido à complexidade da investigação e ao grande volume de dados obtidos, uma força-tarefa foi montada para a análise das informações. O Departamento da Polícia Civil do Paraná designou dois analistas de dados para reforçar a equipe do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Umuarama. Além das equipes de campo, há um grupo específico dedicado apenas ao cruzamento e interpretação das informações coletadas.
Apesar do esforço conjunto, a Polícia Civil informou que a conclusão do inquérito pode levar ainda alguns meses, dada a quantidade de evidências e a complexidade do caso.
Imagem: Polícia Civil do Paraná
Fonte: Polícia Civil do Paraná (7ª SDP)
Redação: Luzitana Lu
