Compartilhe...

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrenta mais um capítulo delicado após a revelação de que milhares de empréstimos consignados foram registrados no nome de crianças e adolescentes em todo o país. Segundo dados apresentados pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, existem hoje cerca de 763 mil contratos ativos vinculados a menores de idade, com valor médio aproximado de R$ 16 mil cada.

A soma dos contratos chega a R$ 12 bilhões, quantia que foi liberada por instituições financeiras utilizando benefícios destinados a jovens, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pensões por morte. Muitos desses empréstimos continuam sendo descontados mensalmente dos benefícios das famílias, mesmo após o INSS revogar, em agosto deste ano, a regra que permitia a contratação de consignados para menores.

O escândalo ganhou repercussão nacional após uma série de reportagens do portal Metrópoles, que desde 2023 vem revelando fraudes envolvendo descontos irregulares no contracheque de aposentados, pensionistas e beneficiários vulneráveis. A crise culminou na demissão e posterior prisão de Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, na semana passada.

Levantamentos recentes indicam que, apenas em 2022, mais de 395 mil contratos desse tipo foram averbados por instituições financeiras, sem que houvesse fiscalização suficiente para impedir abusos. A faixa etária mais atingida é a de 11 a 13 anos, o que reforça a gravidade do caso e levanta questionamentos sobre a atuação dos bancos e a fragilidade no controle sobre os benefícios.

O novo presidente, Gilberto Waller Júnior, afirmou que o órgão trabalha para reverter irregularidades, responsabilizar as instituições envolvidas e garantir proteção às famílias que tiveram os benefícios comprometidos por empréstimos firmados sem consentimento.

Fonte e imagem: Metrópoles — Redação Luzitana Lu | Portal Giba Notícias