Suspeita de abuso contra duas crianças mobiliza família e polícia em Umuarama
Um caso de suspeita de estupro de vulnerável envolvendo duas meninas, atualmente com 10 e 11 anos, veio à tona no bairro Conjunto Guarani, em Umuarama, e está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). O principal suspeito é um homem de 52 anos, tio do pai das crianças, que, segundo relatos da família, teria praticado abusos sexuais e psicológicos ao longo de vários anos.
Para preservar as vítimas e demais envolvidos, os nomes não serão divulgados. Como o caso ainda está sob investigação e não há denúncia formal apresentada à Justiça, o homem é tratado como suspeito.
Guarda das crianças e início das suspeitas
De acordo com informações repassadas pela madrasta das meninas, os fatos teriam começado em 2019, quando as três irmãs passaram a viver sob os cuidados da tia e do marido dela. Na época, o pai cumpria pena na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, enquanto a mãe enfrentava problemas com dependência química.
A guarda foi transferida formalmente à tia após as crianças serem encontradas em situação de vulnerabilidade. Desde então, o casal ficou responsável pelos cuidados das meninas.
A madrasta relata que, nos últimos anos, ela e o pai mantinham convivência frequente com as filhas, especialmente nos fins de semana. Entretanto, alguns comportamentos do tio passaram a causar estranheza, como ciúmes excessivos e insistência para que as crianças retornassem rapidamente à residência.
Revelação por mensagem
O caso ganhou novo rumo no dia 6 de fevereiro, quando a filha mais velha enviou uma mensagem relatando que estaria sendo abusada pelo tio. Embora a mensagem tenha sido apagada em seguida, a madrasta conseguiu ler o conteúdo e questionou a menina, que confirmou a situação.
Diante da revelação, o pai foi buscar imediatamente as três filhas. Já em casa, segundo a família, as duas meninas mais velhas relataram episódios de abusos, ameaças e intimidações que teriam ocorrido ao longo dos anos.
Ainda na sexta-feira, a família procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência e recebeu orientação para comparecer à Delegacia da Mulher para atendimento especializado e encaminhamento para exame pericial.
Medida protetiva e investigação
A Delegacia da Mulher de Umuarama informou, por meio de nota, que recebeu a denúncia no dia 9 de fevereiro e solicitou medidas protetivas de urgência. O pedido foi deferido pelo Judiciário no mesmo dia.
A decisão judicial determinou que o investigado mantenha distância mínima de 100 metros das vítimas e não estabeleça qualquer tipo de contato. Segundo a PCPR, o suspeito foi formalmente intimado sobre as restrições no dia 11 de fevereiro.
A Polícia Civil esclareceu ainda que a prisão só pode ocorrer em caso de flagrante delito ou mediante ordem judicial. Como não havia situação de flagrante no momento do registro da ocorrência, não foi possível efetuar a detenção imediata.
Relatos e próximos passos
Segundo a família, as meninas teriam relatado episódios de violência sexual, inclusive com ameaças envolvendo a irmã mais nova, de 7 anos, que, a princípio, não teria sido vítima direta dos abusos.
A Delegacia da Mulher informou que o procedimento investigativo inclui escuta especializada das vítimas, conduzida por profissionais capacitados, além da oitiva de testemunhas já identificadas no boletim de ocorrência.
A PCPR destacou que eventual descumprimento das medidas protetivas pode resultar na decretação de prisão preventiva. A instituição também reiterou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e orientou que qualquer fato novo seja comunicado imediatamente à unidade responsável.
Enquanto o inquérito segue em andamento, a família afirma estar buscando acompanhamento psicológico para as meninas e reforça o cuidado com a segurança das crianças.
Fonte: OBemdito
Redação: Luzitana Lu – Portal GIBA NOTÍCIAS
