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Polícia Civil identificou movimentação financeira na data do desaparecimento de Isabel Brilhador, de 65 anos; corpo foi encontrado enterrado no quintal da própria residência

A investigação sobre a morte de Isabel Brilhador, de 65 anos, em Campo Mourão, ganhou novos elementos nesta terça-feira (6). A Polícia Civil identificou uma movimentação de aproximadamente R$ 74,4 mil na conta de um homem de 32 anos que mantinha um relacionamento com a vítima.

Segundo os delegados Nilson Rodrigues e Lua Mota, o valor foi movimentado no dia 4 de setembro, mesma data em que Isabel desapareceu.

De acordo com a investigação, o suspeito teria recebido o dinheiro e, posteriormente, enviado uma mensagem que simulava uma comunicação feita pela própria vítima. No texto, Isabel supostamente afirmaria que estava doente e que poderia morrer em breve.

Ainda segundo a Polícia Civil, a mensagem indicaria que o dinheiro poderia ser utilizado pelo destinatário, inclusive para a troca de uma motocicleta.

Parte da quantia teria sido utilizada pouco tempo depois. Aproximadamente R$ 10 mil teriam sido destinados ao pagamento de uma dívida, enquanto outros valores foram utilizados em despesas relacionadas a cartão. Ao todo, cerca de R$ 20 mil teriam sido movimentados logo após o recebimento. O destino do restante do dinheiro continua sendo apurado pelos investigadores.

A Polícia Civil também levantou a hipótese de que o homem investigado possa ter utilizado estratégia semelhante para solicitar dinheiro a outras pessoas. Entre as possíveis vítimas estariam mulheres mais velhas.

Até o momento, no entanto, a quantidade de possíveis vítimas ainda não foi definida, e as circunstâncias desses outros casos continuam sendo investigadas.

Isabel desapareceu no dia 4 de setembro. Durante as diligências, o corpo da mulher foi localizado enterrado no quintal da própria residência, no Jardim Cidade Nova, em Campo Mourão.

A Polícia Civil segue analisando depoimentos, documentos e movimentações bancárias para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a extensão das suspeitas e verificar a possível relação entre as movimentações financeiras e a morte da vítima.

Fonte e imagem: reportagem Victor Hugo / Redação Luzitana / Portal GIBA Notícias