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Caso ocorreu em março de 2024. Na época, os dois eram delegados da Polícia Civil, mas estavam afastados das funções policiais, segundo informações divulgadas pela imprensa.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o deputado estadual Tito Barrichello e a esposa dele, Tathiana Guzella, por uma suposta operação policial realizada sem conhecimento ou autorização da Polícia Civil. O caso aconteceu em março de 2024, no Paraná.

Na ocasião, o deputado, a esposa e outro policial civil divulgaram, em um canal de televisão e nas redes sociais, um vídeo que mostrava uma tentativa de cumprimento de um mandado de prisão contra um homem investigado.

As imagens mostram Tito Barrichello segurando um fuzil e usando um colete à prova de balas com o símbolo da Polícia Civil. Tathiana Guzella também aparece nas imagens usando um colete de proteção da instituição.

Durante a gravação, Barrichello afirmou que a equipe procurava um investigado relacionado a uma tentativa de homicídio contra um advogado de Curitiba.

“Infelizmente, até agora não encontramos o investigado, mas não vamos desistir”, declarou o deputado no vídeo.

Deputado e esposa são delegados de polícia

Tito Barrichello e Tathiana Guzella são delegados da Polícia Civil do Paraná. Segundo informações divulgadas pela imprensa, na época dos fatos, em março de 2024, ambos estavam afastados das funções policiais.

Barrichello exercia o mandato de deputado estadual, enquanto Tathiana atuava como assessora parlamentar.

A denúncia do Ministério Público envolve a realização da operação sem o conhecimento ou a autorização da Polícia Civil. O caso deverá seguir os trâmites legais para análise da Justiça.

Defesa afirma que denúncia não significa condenação

Em nota, Tito Barrichello e Tathiana Guzella afirmaram que o oferecimento da denúncia não significa condenação e que os fatos ainda serão submetidos à Justiça.

Os dois ressaltaram que têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Até a última atualização da reportagem original, a RPC informou que não havia conseguido contato com a defesa do outro policial civil envolvido no caso.

Fonte e imagem: G1 Paraná (RPC).