Grávida de quatro meses, mulher de 29 anos foi morta e teve corpo esquartejado e queimado, aponta investigação
Juliana Paulo Pinto foi assassinada em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, o ex-companheiro teria cometido o crime com a ajuda da atual companheira. Imagens de videomonitoramento contribuíram para o avanço das investigações.
A investigação sobre a morte de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida de aproximadamente quatro meses, revelou detalhes sobre a violência do crime ocorrido em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.
Segundo o delegado Felipe Vivas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima teria sido assassinada no banheiro da residência do ex-companheiro, no bairro Zumbi. Depois, o corpo foi levado para uma área rural nas proximidades do bairro Monte Líbano, onde foi incendiado.
De acordo com as informações divulgadas pela autoridade policial, o ex-companheiro teria atraído Juliana até o imóvel durante a madrugada do dia 13 de outubro. Ao chegar ao local, ela teria sido surpreendida por um golpe conhecido como mata-leão e, em seguida, atingida por uma facada no pescoço.
Ainda conforme a investigação, o suspeito teria arrastado o corpo até o banheiro, onde realizou o esquartejamento. Posteriormente, os restos mortais teriam sido transportados até uma área rural, onde foram queimados.
A Polícia Civil também apura a participação da atual companheira do investigado, que, segundo as informações da investigação, teria auxiliado na execução do crime.
Imagens de câmeras ajudaram a esclarecer o caso
Juliana estava desaparecida desde a madrugada de terça-feira (13). O corpo foi localizado na quarta-feira (14), após diligências realizadas pela Polícia Civil, que confirmou a identidade da vítima.
Durante as investigações, os policiais analisaram imagens de câmeras de videomonitoramento que registraram um veículo relacionado ao caso abastecendo em um posto de combustíveis.
Na sequência, o automóvel seguiu em direção à região onde o corpo foi encontrado. As gravações também apresentaram elementos que contradisseram a versão inicialmente relatada por um dos investigados.
O material passou a integrar as apurações para esclarecer a dinâmica do crime e a possível participação dos envolvidos.
Familiares relataram conflitos e ameaças
Durante as diligências, familiares de Juliana relataram à polícia um histórico de conflitos e ameaças envolvendo a vítima e o ex-companheiro.
Os relatos passaram a ser considerados no contexto da investigação, que busca esclarecer as circunstâncias do assassinato, a motivação e o grau de participação de cada suspeito.
O caso causou comoção pela brutalidade relatada pelas autoridades e pelo fato de Juliana estar grávida. A Polícia Civil segue responsável pela apuração dos fatos e pela reunião dos elementos necessários à responsabilização criminal dos envolvidos.
Fonte: Polícia Civil | Redação Luzitana | Portal GIBA Notícias

