Câmara de Maringá aprova multas de até R$ 50 mil para uso de cerol e linha chilena após menino ficar gravemente ferido
Projeto de autoria do vereador Flávio Mantovani aumenta as penalidades para quem utiliza ou comercializa materiais cortantes para pipas. Miguel Arthur, de 10 anos, está internado na UTI após ser atingido no pescoço por uma linha cortante em Paiçandu.
A Câmara Municipal de Maringá aprovou, em regime de urgência, um projeto de lei que endurece as penalidades para quem utiliza, porta, possui, fabrica ou comercializa cerol, linha chilena e outros materiais cortantes usados em pipas.
De autoria do vereador Flávio Mantovani, a proposta prevê multas que podem chegar a R$ 50 mil, além da possibilidade de cassação do alvará de estabelecimentos comerciais que vendam esses produtos.
A aprovação ocorre após um grave acidente registrado em Paiçandu, na região de Maringá, envolvendo o menino Miguel Arthur Firmínio Andreazzi, de 10 anos. A criança está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU) de Maringá, depois de ter o pescoço atingido por uma linha cortante enquanto andava de bicicleta.
Multa por posse pode chegar a R$ 20 mil
Uma das principais mudanças previstas no projeto é o aumento da multa para quem for flagrado com cerol ou linha chilena destinados à utilização em pipas.
O valor, que anteriormente era de R$ 500, passa para R$ 20 mil, conforme a proposta aprovada.
Nos casos em que a utilização desses materiais provocar acidentes, a penalidade poderá chegar a R$ 50 mil, de acordo com as condições estabelecidas na legislação.
O projeto também prevê medidas contra estabelecimentos comerciais envolvidos na venda desses produtos, incluindo a possibilidade de cassação do alvará de funcionamento.
As medidas têm como objetivo reforçar a fiscalização e ampliar a responsabilização pelo uso e pela comercialização de materiais que podem provocar ferimentos graves e até mortes.
Comunidade se reúne em oração pela recuperação do menino
Na noite de quarta-feira (14), familiares, amigos e integrantes da comunidade se reuniram em frente ao Hospital Universitário de Maringá para realizar uma corrente de oração pela recuperação de Miguel Arthur.
A mobilização também reforçou os pedidos de doação de sangue para auxiliar no atendimento à criança.
O caso reacendeu o alerta sobre os riscos do cerol e da linha chilena, materiais que, por apresentarem alto poder de corte, representam perigo para ciclistas, motociclistas, pedestres e outras pessoas que circulam pelas vias públicas.
A utilização desses produtos pode transformar uma atividade recreativa em uma situação de risco, especialmente quando as linhas cortantes são utilizadas em locais próximos ao trânsito.
O Portal GIBA Notícias acompanha o caso e reforça a importância da conscientização sobre os perigos do cerol e da linha chilena, a fim de prevenir novos acidentes e proteger vidas.
Fonte e imagem: Victor Hugo / Câmara Municipal de Maringá
