Carta deixada por pai preso após morte de criança revela ciúmes e tentativa de justificar crime
Preso após a morte do próprio filho, de apenas dois anos, o jovem Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, deixou uma carta escrita à mão que foi apreendida pela Polícia Militar. O documento foi encontrado dentro da quitinete onde o crime ocorreu, no município de Sorriso, no norte de Mato Grosso, e traz conteúdos que revelam ciúmes excessivos, dificuldade em aceitar o fim do relacionamento e uma tentativa de romantizar a violência praticada.
Na maior parte do texto, a carta é direcionada à ex-companheira, mãe da criança. Nela, o autor afirma que não suportaria ver a mulher envolvida com outro homem e declara que agiu por impulso. Em diversos trechos, ele tenta afastar qualquer responsabilidade da ex, insistindo que ela não teve participação ou culpa nos acontecimentos.
O conteúdo também expõe uma tentativa de justificar o crime como resultado de sofrimento emocional e apego extremo. O filho é mencionado repetidamente, sendo descrito como o “maior presente” da vida do casal, o que torna o teor da carta ainda mais sensível diante da gravidade do ocorrido.
Em um dos trechos mais delicados, o jovem afirma ter tomado decisões irreversíveis com a intenção de “deixar as pessoas felizes”. Ele também pede desculpas a familiares e amigos, alegando não ter condições emocionais de escrever mensagens individuais para cada um.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que analisam tanto a dinâmica do crime quanto o conteúdo do material apreendido, que poderá ser utilizado no andamento do processo.
Fonte: Metrópoles
Redação Luzitana lu
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