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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, tornou-se alvo de cartazes apócrifos que passaram a circular nas redes sociais e provocaram ampla repercussão no cenário político nacional.

As peças, sem autoria identificada, fazem ataques pessoais à governadora ao citar a morte de seu marido, Fernando Lucena, e também associam Raquel Lyra ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), à ex-deputada Flordelis e a Elize Matsunaga.

Um dos cartazes apresenta uma fotografia de Raquel Lyra ao lado de Flávio Bolsonaro com a inscrição “chapa anti-Lula”. Outra peça relaciona a morte de Fernando Lucena, ocorrida em 2 de outubro de 2022, ao período eleitoral daquele ano e afirma, de forma falsa e ofensiva, que a governadora teria “matado o marido para ganhar a eleição”.

Fernando Lucena morreu após sofrer um infarto durante o primeiro turno das eleições de 2022. Ao comentar o caso, Raquel Lyra afirmou que viu as imagens pelas redes sociais antes de cumprir uma agenda de campanha na Zona da Mata Sul e pediu respeito à sua família e à sua dor.

“Pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite a minha família. Respeite meus filhos. Respeite a minha dor”, declarou a governadora.

As manifestações de apoio vieram de políticos de diferentes grupos e partidos. Além de aliados de Raquel Lyra, candidatos à Presidência e até seu principal adversário na disputa estadual, João Campos (PSB), condenaram os ataques e defenderam a investigação do caso.

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), prestou solidariedade à governadora e afirmou:

“Os ataques à governadora Raquel Lyra devem ser repudiados. O braço forte da lei deve ser usado para punir quem apela contra uma mulher que tem feito muito bem ao povo de Pernambuco. Minha solidariedade, Raquel. O povo do Paraná é solidário à sua dor.”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também se manifestou:

“Minha solidariedade à Governadora @raquellyraoficial, aos seus filhos e a todos os familiares.”

O prefeito do Recife e adversário político de Raquel Lyra, João Campos (PSB), também criticou os ataques e afirmou:

“Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada […]. Isso está fora da política. É um absurdo. Estou entrando na Justiça para que possam investigar esses panfletos.”

A senadora Damares Alves (Republicanos) enviou uma mensagem de apoio:

“Governadora, fique firme. Eu nunca tive a alegria de lhe conhecer pessoalmente, de lhe abraçar. Mas aqui em Brasília você tem uma admiradora.”

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também se manifestou:

“A esquerda está jogando sujo, atacando, mentindo.”

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou:

“Divergência política é natural e faz parte da democracia, mas o que estamos vendo em Pernambuco é de uma truculência sem limites. A política não pode se transformar em um faroeste sem escrúpulos, onde a dor da perda seja palanque para alguém. Essa é uma linha que jamais pode ser cruzada. Toda a solidariedade à minha amiga, governadora Raquel Lyra, neste momento!”

O caso gerou críticas de diferentes setores políticos, que defenderam que a disputa eleitoral deve permanecer dentro do debate de propostas e sem ataques envolvendo tragédias pessoais e familiares.

A circulação dos cartazes deve ser investigada pelas autoridades para identificar os responsáveis pela produção e divulgação do material.

Fonte: Redação Luzitana | Portal Giba Notícias

fonte G1 Pernambuco

Cartazes apócrifos contra Raquel Lyra envolvendo morte do marido geram repercussão nacional e manifestações de solidariedade