Categoria: Brasil
Brasil precisa de educação digital nas escolas, diz Malala em visita ao Rio
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Em sua segunda visita ao Brasil, Malala Yousafzai mostra interesse nas discussões políticas do país, inclusive à de como os brasileiros têm usado as redes sociais. Para a ativista e escritora paquistanesa de 25 anos que venceu o Nobel da paz, educação digital é a principal ferramenta para o combate à desinformação na internet.
Em sua visão, tanto as big techs quanto os internautas precisam ser responsabilizados em relação ao uso das redes sociais. Ela própria, agora influenciadora digital, afirma se sentir desconfortável nas plataformas às vezes. “Não leio comentários”, diz, entre risos.
Malala esteve no país pela primeira vez em julho de 2018, quando acompanhou a expansão das atividades do instituto Malala Fund na América Latina. Agora, ela retorna para participar nesta segunda-feira (22) do Festival do Leitor, o LER, no Rio de Janeiro, onde vai conversar com o público.
Em entrevista à Folha neste domingo (21), Malala compartilhou suas visões sobre o Brasil, seu trabalho e seu próximo livro, que ainda está escrevendo.
Como você gerencia sua carreira de influenciadora digital e quais estratégias usa para alcançar meninas?
Malala Yousafzai – As redes sociais são plataformas poderosas para atingir jovens, e eu uso meu próprio perfil para falar sobre a educação de meninas. Há ainda as contas do Malala Fund, que luta em defesa dos direitos delas à educação e as engaja. Acima de tudo, no entanto, são elas quem têm que liderar. Afinal, se falamos de seus problemas, temos que ouvi-las.
O instituto tem um programa para garotas e uma newsletter chamada “Assembly”, na qual jovens de mais de cem países têm compartilhado suas histórias. Elas falam sobre mudanças climáticas, saúde reprodutiva e segurança nas escolas. Compartilham não só seus problemas, mas como elas mesmo se tornam agentes da mudança.
Autoridades brasileiras estão discutindo uma nova lei sobre fake news, [o PL das Fake News]. Você acredita que as big techs devem ser responsabilizadas pela divulgação de desinformação e discurso de ódio?
Malala Yousafzai – Todos estão expostos à desinformação na internet e isso é um grande problema, porque pode enganar as pessoas e levá-las a coisas terríveis. É importante que todos tenhamos responsabilidade nessas ferramentas, do diretor das plataformas aos seus usuários.
É preciso inserir educação digital nos currículos escolares para ensinar as pessoas sobre o funcionamento da tecnologia, das plataformas e dos algoritmos. Assim, os jovens serão mais conscientes sobre as ferramentas digitais e não vão acreditar em informações falsas.
É preciso pensamento crítico e se perguntar de onde está vindo, se é uma fonte confiável, se tal argumento é plausível. Todos estão vulneráveis, mas, quanto mais nos tornamos conscientes, mais preparados estaremos para encarar a desinformação.
Esta é sua segunda vez no Brasil. Por que decidiu voltar?
Malala Yousafzai – Eu estava procurando uma desculpa para voltar e achei a oportunidade certa quando fui convidada para participar do festival LER. Agora, estou apoiando o ativismo na educação por meio do Malala Fund.
O instituto se engajou nas campanhas eleitorais, convencendo as autoridades a ter um comprometimento sólido com a educação, que assinassem compromissos para a educação igualitária e que criassem um manifesto para as meninas.
Oferecer uma plataforma para as vozes femininas tem sido maravilhoso. Retornei ao Brasil e mal posso esperar para encontrar ativistas, ouvir o que as meninas têm a dizer e apoiá-las em seu trabalho. Espero que eu possa levá-las às salas nas quais as decisões que afetam suas vidas são tomadas. Quero fazer a conexão entre suas vozes e as vozes dos líderes.
Também estou animada para ver todos os lugares bonitos do Brasil, curtir a música, a beleza e a comida maravilhosa. Vou explorar um pouco o Rio e andar na praia. Adoraria assistir a alguma partida de futebol e também quero conhecer a capitã da seleção brasileira de críquete, [Roberta Moretti]. Amo apoiar mulheres no esporte.
O Malala Fund tem planos futuros para o Brasil?
Malala Yousafzai – Continuamos a trabalhar com ativistas e eles estão fazendo um trabalho incrível a nível internacional. Há projetos específicos para as meninas negras, indígenas e quilombolas. O instituto se certifica de que as vozes dessas meninas sejam o centro de seu trabalho, por seus direitos e pela educação igualitária e segura.
O que o Brasil tem a ensinar ao mundo? E o que o país poderia aprender com o restante?
Malala Yousafzai – O Brasil tem uma oportunidade incrível de liderar o acesso à educação. Muitas meninas e mulheres são ativistas e têm tudo pronto no papel. Sabem como implementar a mudança, então é importante que elas estejam engajadas e que a voz delas seja ouvida.
O Brasil pode liderar o acesso de crianças à educação, o que inspiraria outros países a dar o mesmo passo. Muitas nações se preocupam com problemas globais, mas se esquecem de falar sobre as pessoas. Se empoderarmos as pessoas e oferecermos a elas educação de qualidade, oportunidades iguais, alguns desses problemas serão resolvidos.
Com a pandemia, muitas meninas deixaram a escola. Como resolver este problema?
Malala Yousafzai – A pandemia trouxe uma perda gigante em termos de educação e deixou algumas comunidades para trás também. É importante que líderes tenham ciência disso.
Algumas comunidades foram afetadas mais do que outras. É preciso dar atenção à comunidade negra, indígena e quilombola e investir mais nelas, que têm uma taxa alta de meninas que desistiram da escola. Elas já tinham menos probabilidade de concluir seus estudos, e a pandemia tornou isso ainda mais desafiador.
Em outubro, “Eu Sou Malala” completará uma década de publicação. Quais histórias você vai contar no próximo livro?
Malala Yousafzai – Estou muito feliz por estar escrevendo um novo livro de memórias. O primeiro era sobre minha vida antes de ser atacada e sobre como tornei-me uma ativista tão jovem. Muita coisa aconteceu depois disso, e eu vou compartilhar tudo. Estou gostando de refletir sobre a minha vida. Espero que as pessoas aprendam algo comigo.
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Leia maisUniversidade Federal do Amapá apura suposta apologia do nazismo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um professor do curso de enfermagem da Unifap (Universidade Federal do Amapá) foi denunciado por alunos em redes sociais após entrar na sala de aula com uma garrafa d’água adesivada com um símbolo nazista.
O caso chegou à direção da instituição e, neste sábado (20), a Superintendência de Ações Afirmativas e Direitos Humanos da instituição divulgou uma nota de repúdio.
“Informamos que já estamos adotando as medidas administrativas de competência desta Superintendência para garantir apuração rigorosa dos fatos informados publicamente em redes sociais na noite da última sexta-feira”, diz o documento.
“Para além disso, destacamos nosso total repúdio a discursos de apologia ao nazismo que, além de crime, configuram um atentado reconhecido contra a dignidade e os direitos da pessoa humana”, continua o texto.
A coordenação do curso de enfermagem também criticou o caso e lembrou que a apologia do nazismo é um crime previsto na legislação brasileira.
A lei 7.716, de 1989, estipula reclusão de 2 a 5 anos e multa para quem “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.
Segundo a coordenação, não “podemos esquecer os horrores sofridos por milhões de judeus resultantes das ações do partido nazista alemão”.
Após a publicação do posicionamento, estudantes pediram à universidade que, de fato, prossiga com a investigação.
A UNE (União Nacional dos Estudantes) também se manifestou. “É preciso que a universidade apure com urgência. A utilização de símbolos nazistas não é liberdade de expressão, nazismo é crime!”, escreveu a entidade num post no Twitter.
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Leia maisSuspeita de envenenar enteados no Rio vai a júri popular
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A juíza Tula Corrêa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decidiu nesta segunda-feira (15) que Cintia Mariano Dias Cabral, suspeita de matar a enteada e tentar mantar o enteado, será submetida a júri popular.
Cintia é acusada de envenenar os enteados Fernanda e Bruno Cabral. Com 22 anos, Fernanda morreu no dia 28 de março do ano passado. Aos 16 anos, Bruno sobreviveu à tentativa de homicídio ocorrida há um ano.
A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva da acusada.
Os advogados de Cíntia disseram que vão recorrer da decisão.
Fernanda passou mal após comer um sanduíche na casa da madrasta e foi levada ao Hospital Albert Schweitzer, no Realengo, zona oeste do Rio. Ficou internada durante 13 dias e não resistiu.
Bruno foi para o mesmo hospital após comer um feijão preparado pela madrasta.
O resultado da exumação do corpo de Fernanda apontou a presença de chumbinho no corpo da jovem.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Flávio Rodrigues, Cíntia tem um perfil ciumento e possessivo e chegou a simular uma tentativa de suicídio dias antes de ser presa.
A investigação policial, que durou dois meses, considerou depoimentos, provas técnicas com exames médicos e os laudos, além da análise do telefone celular.
Cíntia está presa desde 20 de maio. A suspeita de que Fernanda Cabral tenha sido morta por envenenamento foi levantada pela mãe da jovem após o filho de 16 anos voltar da casa da madrasta passando mal, em 15 de maio.
O adolescente apresentava os mesmos sintomas que levaram Fernanda a ser internada –dores no peito, dor de cabeça, língua e boca dormentes.
Quando Cíntia foi indiciada pela polícia, o advogado Carlos Augusto Santos afirmou que havia um “malabarismo pericial” na investigação.
“Os primeiros laudos dos médicos disseram que não havia intoxicação. Como isso pode ser comprovado agora? A polícia não pode pegar um prontuário e dar um palpite. Mesmo com a exumação, nós vamos avaliar”, declarou, na ocasião.
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Leia maisMega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 39 milhões
O sorteio do concurso 2.582 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (20) no Espaço da Sorte, em São Paulo. Não houve ganhadores.
O prêmio acumulou e para o próximo concurso, na quarta-feira (24), é estimado em R$ 39 milhões.
As dezenas sorteadas foram: 07 – 26 – 32 – 35 – 49 – 55.
A quina registrou 76 apostas vencedoras. Cada uma vai pagar prêmio de R$ 42.829,41. Já a quadra teve 4.591 ganhadores, cabendo a cada acertador R$ 1.012,86.
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
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O prêmio acumulou e para o próximo concurso, na quarta-feira (24), é estimado em R$ 39 milhões. Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisDeslizamento de terra deixa dois mortos em São Bernardo do Campo, no ABC
FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dois homens morreram em um deslizamento de terra em uma obra, em São Bernardo do Campo, no ABC, na tarde deste sábado (20), de acordo com o Corpo de Bombeiros.
O deslizamento ocorreu na estrada Particular Eiji Kikuti, 1.445, e as mortes foram confirmadas ainda no local.
Cinco viaturas dos bombeiros estão no local, e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado.
As vítimas tinham 26 e 30 anos. As mortes foram constatadas ainda no local. As equipes precisaram vasculhar a área para encontrar os corpos das vítimas, que haviam sido soterradas.
Os homens trabalhavam na escavação de uma vala na obra, que é de um condomínio de prédios.
Em entrevista ao Brasil Urgente, da TV Band, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), disse que a obra é uma parceria público-privada.
Ele afirmou que vai abrir uma investigação para apurar as causas do deslizamento de terra. “A Defesa Civil do município está no local e se realmente existiu alguma falha, nós iremos embargar a obra”, disse.
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Leia maisDetran de SP vai automatizar exame prático para entregar CNH digital no mesmo dia
EMERSON VICENTE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O exame prático para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) no estado de São Paulo passará a ser digitalizado. O objetivo do Detran é evitar fraudes e acelerar a entrega do documento ao cidadão, que hoje espera três dias para receber o modelo digital e, com a medida, poderá passar a recebê-lo no mesmo dia.
De acordo com Eduardo Aggio, diretor-presidente do Detran de São Paulo, a ideia é entregar até o final deste mês o exame automatizado. O examinador aplicará a prova prática com um tablet, onde fará o seu próprio reconhecimento facial e o do aluno. No aparelho serão indicados o mapa do percurso, o tempo e início do exame e os demais quesitos da prova.
“Uma vez feito isso, o examinador dá ok se o cidadão foi aprovado ou não, e os dados vão para a nuvem. A ideia é a pessoa chegar de ônibus e poder sair do exame prático com a CNH digital no aplicativo da carteira nacional de trânsito”, diz Aggio.
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Segundo o órgão, são realizados, por ano, 2,5 milhões de exames práticos para CNH em todo o estado, incluindo aprovações e reprovações. “Estamos falando de um Detran que representa quase um terço de toda a frota do país. São 33 milhões de veículos e 27 milhões de condutores habilitados pelo estado”, diz o presidente do órgão.
Esse modelo de exame prático foi adotado pelo departamento do Rio de Janeiro em dezembro de 2022. Segundo o órgão, a partir do uso de tablets, tirando casos específicos, os usuários conseguem acessar o documento de habilitação digital no mesmo dia do exame.
“Além de agilizar o processo para quem está tirando a carteira de motorista, os tablets ainda diminuem a possibilidade de fraudes por conta do reconhecimento facial”, diz Adolfo Konder, presidente do Detran-RJ.
O Pará também estuda adotar a digitalização nos exames. Representantes do departamento de trânsito do estado estiveram em São Paulo em março, acompanhando os testes com a ferramenta.
A presença de servidores paraenses faz parte de uma iniciativa pública de intercâmbio entre os Detrans estaduais. São frequentes as reuniões entre representantes dos órgãos para troca de informações. Além do Pará, o Detran paulista já esteve reunido com o departamento do Paraná, do Piauí e da Paraíba. Estão previstos encontros com órgãos de trânsito de outros estados ainda neste ano.
“Quando a gente percebe que algo já está em prática, que o caminho já foi criado, a gente tem um encurtamento de esforços. Então, sei o que deu certo, o que não deu certo, o que poderia melhorar. Essa visita tem por finalidade identificar ‘o que você está fazendo melhor do que eu, o que posso te copiar’. As duas partes saem mais ricas dessa interação”, diz Aggio.
Uma das ações que São Paulo pretende “copiar” é o modelo de concessão dos pátios de veículos, adotado no Paraná neste ano. Representantes dos Detrans dos dois estados estiveram reunidos no início deste mês e trocaram informações sobre o projeto.
A concessão no Paraná é dividida em dois lotes com 44 os pátios fixos distribuídos pelos 399 municípios do estado. Ela inclui serviços de pátio, remoção e guarda de veículos. De acordo com Adriano Furtado, diretor-presidente do órgão paranaense, esse número concedido à iniciativa privada deverá absorver 90% da demanda do estado.
“Temos um volume de pátios grande, que estão mal distribuídos e com problemas de infraestrutura. Há dificuldades para enfrentar a zoonoses, nossas instalações não têm cobertura, o tratamento das questões ambientais não está padronizado. Entendemos que a sociedade não está tendo um serviço adequado”, diz Furtado.
A expectativa do estado é que a concessão gere uma economia de R$ 8 milhões por ano ao Governo do Paraná.
Já a experiência utilizada por São Paulo e que passou a ser estudada pelos paranaenses é a plataforma utilizada no monitoramento das aulas e exames teóricos de habilitação.
Por meio de câmaras instaladas nos centros de formação de condutores, os fiscais do Detran acompanham, de forma remota, os passos dos candidatos durante as provas. Segundo órgão, o modelo ajuda a identificar possíveis fraudes e também verificar problemas no centro formador.
Caso o credenciado não esteja utilizando as câmeras durante os testes, a autoescola será bloqueada por cinco dias. Se o problema persistir, o centro formador poderá sofrer um processo administrativo e ser descredenciado.
Atraso na tecnologia
Durante a pandemia da Covid-19, houve uma aceleração dos serviços digitais oferecidos pelos órgãos públicos. Os serviços do Detran sempre estiveram entre os mais acessados. Mas, segundo Eduardo Aggio, esse avanço tecnológico foi feito de forma parcial. O processo interno não acompanhou o avanço, criando gargalos no departamento de trânsito.
“Temos processos, por exemplo, que são digitais, chegam aqui e viram analógicos. Tramitam analogicamente e depois são digitalizados de volta. Isso gera tempos incompatíveis com a expectativa de qualidade e celeridade que o cidadão tem”, diz Aggio.
“Durante a pandemia houve um avanço, principalmente para limitar interação e aglomeração, mas por outro lado, nos processos internos, a gente ficou devendo. Agora esse é o nosso grande desafio.”
De acordo com Eduardo Aggio, diretor-presidente do Detran de São Paulo, a ideia é entregar até o fin… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisVaticano reconhece ‘virtudes heroicas’ e surfista carioca pode virar santo
O Vaticano proclamou neste sábado, 20, o reconhecimento das “virtudes heroicas” do médico, seminarista e surfista carioca Guido Vidal França Schäffer. Essa é considerada uma etapa importante no processo de beatificação do brasileiro. Com a promulgação do Decreto do Dicastério das Causas dos Santos, Schäffer recebeu o título canônico de venerável – concedido aos que podem ser canonizados.
Para conceder o título de beato a uma pessoa, a Igreja Católica exige, entre outros requisitos, a comprovação de um milagre relacionado ao candidato. Essa condição só é dispensada em caso de martírio. O pedido para a canonização de Schäffer foi feito em maio de 2014 pela Arquidiocese do Rio.
Schäffer morava em Copacabana (zona sul do Rio) e era médico, seminarista e surfista. Havia cursado Medicina na Faculdade Técnica Educacional Souza Marques, de 1993 a 1998, e fez residência em clínica médica na Santa Casa, de 1999 a 2001. Cursou Filosofia (2002 a 2004) e Teologia (2006 e 2007) no Instituto de Filosofia e Teologia do Mosteiro de São Bento, no Rio.
Em 2008, ingressou no Seminário São José para concluir o curso de Teologia e cumprir o período mínimo de vida no seminário necessário para a ordenação sacerdotal. Nesse tempo todo, Schäffer organizou diversos grupos de oração e de ajuda para pacientes com aids. Mesmo quando dava aulas de surfe (ou simplesmente praticava), iniciava o treinamento com uma oração.
Em 1.º de maio de 2009, ano em que concluiria o seminário, foi à praia da Barra da Tijuca para surfar e comemorar com amigos o casamento de um deles, marcado para o dia seguinte. A prancha acabou atingindo a nuca de Schäffer, que morreu. Depois disso, ele começou a ter fama de milagreiro. Seu túmulo no Cemitério São João Batista, em Botafogo, é visitado por romeiros.
Mártir italiano
O decreto do Vaticano reconheceu também o martírio do sacerdote italiano Giuseppe Beotti durante a ocupação nazista. Ele abrigou e socorreu soldados em fuga, prisioneiros que haviam escapado de guerras, pessoas perseguidas, incluindo cerca de cem judeus que escondeu em casebres com a ajuda de seus paroquianos.
Diante do perigo de prisões e represálias nazistas, ele não fugiu, mas seguiu como um ponto de referência em sua igreja em Sidolo, na província de Parma, assíduo nas orações. Foi preso e fuzilado em 20 de julho de 1944 em Sidolo, juntamente com um padre e um seminarista que haviam se refugiado na igreja com ele.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Leia maisHomem mostra pênis em audiência virtual e juíza arquiva processo
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma juíza decidiu encerrar uma audiência virtual e arquivar o processo depois de um homem mostrar o pênis no vídeo.
A juíza abriu a audiência, que era a primeira do caso, e o advogado do reclamante já estava virtualmente presente. A audiência foi realizada nesta quinta-feira (18) na 18ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte.
Pouco tempo depois, o reclamante entrou na sala virtual e abriu a câmera. Ele estava deitado na cama, de pijama, quando apareceu o pênis dele, informou por nota o Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região.
Ao perceber a cena, o secretário de audiência desligou a câmera rapidamente e a juíza encerrou a audiência, determinando o arquivamento do processo.
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A juíza abriu a audiência, que era a primeira do caso, e o advogado do reclamante já estava virtualm… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisK9, droga que tem ganhado adeptos em SP, é encontrada em presídios do Rio
ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a origem da droga K9 no sistema carcerário fluminense. Conhecida também como maconha sintética (embora não tenha cannabis em sua composição), a droga foi encontrado pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) em três unidades prisionais do estado.
As amostras foram apreendidas no presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, na zona norte da capital, e nas cadeias públicas Hélio Gomes, em Magé, e Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, ambas na região metropolitana do Rio.
A pasta não informou a quantidade de droga encontrada. “A secretaria apreendeu, no último ano, volume relevante de itens contendo, aparentemente, a referida droga e encaminhou o material para a delegacia para as devidas providências, o que inclui a análise das substâncias apreendidas”, disse a Seap, em nota.
O material foi analisado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que constatou a presença da K9 em diversos formatos.
A droga sintética costuma ser produzida em formato líquido e inodoro. Para os usuários ela é apresentada de outras formas, por exemplo em misturas de flores, folhas e ervas (orégano, por exemplo) trituradas, onde é borrifado o líquido produzido em laboratório. Outra forma de apresentação é em papel e papelão, que recebem a droga borrifada.
De acordo com a Seap, a entrada de papel sulfite foi proibida nas penitenciárias porque foi verificado que o material era chegava borrifado com o canabinoide aos detentos. A proibição também ocorre no sistema carcerário de São Paulo e nos cinco presídios de segurança máxima do país.
O aparecimento da droga nas unidades fluminenses é investigado pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes). A polícia trabalha com a hipótese de que a K9 tenha chegado ao Rio de Janeiro por meio da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). Isso porque as unidades do Rio onde ocorreram as apreensões concentram detentos que seriam jurados de morte por criminosos de facções que atuam em São Paulo.
Uma investigação da Polícia Civil paulista apontou que o PCC está ligado às vendas na região central de São Paulo. No entanto, por causa dos efeitos destrutivos da droga, que pode fazer o usuário perder a consciência, o comércio de K9 foi proibido pela facção na região da cracolândia desde fevereiro deste ano.
Também conhecida pelos nomes de K2, K4 e spice, a droga tem se disseminado em São Paulo. Casos de intoxicação também têm aumentado. Na capital paulista, desde o início do ano foram registrados 216 casos, ante 98 durante todo o ano de 2022, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
As amostras foram apreendidas no presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, na zona norte da cap… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisHomem é preso com 3 kg de cocaína diluída em roupas no aeroporto de Viracopos
FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem de 36 anos com 3 kg de cocaína diluída em peças de roupas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo, na noite desta quinta (18).
De acordo com a PF, ele tentava embarcar com destino a Lisboa, em Portugal, com as roupas com droga na bagagem. A cocaína foi identificada por meio de um teste de reagente.
Ainda segundo a PF, a droga foi localizada durante uma fiscalização de rotina de passageiros e bagagens, feita pela corporação e pela Receita Federal.
O momento do teste foi gravado em vídeo. Um líquido reagente é aplicado sobre o tecido, e quando aparece a coloração azul significa de que trata-se do entorpecente, diz a PF.
O homem detido responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas, cuja pena máxima pode ultrapassar 15 anos de prisão.
POLÍCIA APREENDE UMA TONELADA DE MACONHA
A Polícia Militar Rodoviária prendeu na tarde de quarta (17) um jovem de 21 anos que transportava uma tonelada de maconha em um caminhão pela rodovia Rachid Rayes (SP-333), zona rural de Marília, interior paulista.
O veículo trafegava com uma fita adesiva que ocultava as letras da placa, o que chamou a atenção dos policiais, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Eles então pediram que o motorista parasse, mas a ordem não foi atendida. Após uma perseguição, o suspeito abandonou o veículo e tentou fugir a pé, mas uma equipe de apoio conseguiu capturá-lo.
Os policiais encontraram 1.387 tabletes de maconha, que totalizaram 1.062,570 kg da droga.
O suspeito, que não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação), disse que pegou o caminhão em Iporã, no Paraná, para levá-lo até Marília, onde outro suspeito o aguardava para seguir viagem.
A placa do veículo estava adulterada, segundo a PM. Os policiais também localizaram outras placas dentro do veículo, que seriam trocadas assim que o caminhão fosse entregue ao segundo envolvido.
O homem foi preso em flagrante e levado à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Marília, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas.
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