Governo aumenta em mais de 1 milhão vagas em escolas de tempo integral

O governo federal lançar nesta sexta-feira (12) programa que visa a aumentar em mais de 1 milhão o número de estudantes em escolas de tempo integral. O lançamento ocorrerá no Centro de Eventos de Fortaleza, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Camilo Santana. 

Dados do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2022 apontam que o percentual de matrículas em tempo integral na rede público caiu de 17,6%, em 2014, para 15,1%, em 2021. O PNE tem como meta a oferta da educação em tempo integral em pelo menos metade das escolas públicas, com atendimento de no mínimo 25% dos alunos. 

De acordo com a Presidência da República, serão repassados R$ 4 bilhões a estados e municípios para ampliação das vagas em tempo integral, ou seja com jornada superior a sete horas diárias.  

Os recursos serão transferidos levando em conta a quantidade de matrículas pactuadas entre o Ministério da Educação e as gestões estaduais e municipais, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).  

O programa prevê formação de educadores, orientações curriculares, incentivo a projetos inovadores e criação de indicadores de avaliação de desempenho. 

No período da tarde, Lula assinará, no Crato (CE) medida provisória (MP) que possibilitará a conclusão de mais de 3,5 mil obras de infraestrutura escolar que estão paradas ou inacabadas.  

A MP do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica prevê investimento de quase R$ 4 bilhões no período de 2023 a 2026. Com a conclusão das obras, estima-se a abertura de aproximadamente 450 mil vagas nas escolas públicas.  

“Um dos destaques do pacto nacional é a adoção da correção dos valores a serem transferidos pela União aos entes pelo Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), um indicador que reflete com maior precisão as oscilações da área de construção civil. Como a quase integralidade (95,83%) das obras que se encontram na situação de paralisadas ou inacabadas teve pactuações firmadas entre 2007 e 2016, a adoção da medida viabiliza a retomada, já que o INCC acumulado pode chegar a mais de 200%, dependendo do período”, informa nota da Presidência da República.

Conforme o texto, estados podem participar com recursos próprios e repassá-los, se desejarem, a municípios. A União pode transferir recursos extras, mesmo que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já tenha transferido todo o valor previsto para a obra ou serviço, com o objetivo de refazer etapas que tenham sofrido degradação pelo tempo. 

A prestação de contas será obrigatória para as fases das obras executadas e as que ainda serão feitas.

De acordo com o FNDE, as obras equivalem a 1,2 mil novas creches e pré-escolas, mil escolas de ensino fundamental, 1,2 mil quadras esportivas, 86 reformas ou ampliação e 40 escolas profissionalizantes. As obras terão de ser terminadas em dois anos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período uma única vez.

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Grávida morre após cair de maca em maternidade ; bebê não sobrevive

Na quarta-feira, uma mulher grávida de 41 semanas faleceu após cair de uma maca na maternidade em que estava internada, em Recife, Pernambuco.

Uma cesariana de emergência foi realizada após a queda, mas a bebê não resistiu à falta de oxigênio.

Em entrevista à TV Globo, o marido da vítima, Raquel Pedro da Silva, relatou que ela deu entrada na maternidade na segunda-feira e recebeu medicação para induzir o parto, que não funcionou. Ele também disse que a maca onde Raquel estava não tinha proteção lateral.

No entanto, a Secretaria de Saúde do Recife negou essas informações. Raquel faleceu após a cesariana de emergência e a bebê foi internada em uma Unidade de Cuidados Intensivos neonatal, mas também não resistiu e faleceu no dia seguinte.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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Anvisa revoga restrições sanitárias para embarque em cruzeiros

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou as restrições sanitárias para embarque, desembarque e transporte de viajantes em cruzeiros marítimos. As regras haviam sido aprovadas em 2022, em razão da pandemia de covid-19. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência internacional provocada pelo vírus.

Em reunião, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu que não será mais obrigatória a cobrança do comprovante de vacina ou de testes negativos de covid-19 para embarque em cruzeiros. A companhia marítima, entretanto, ainda pode exigir testes ou vacina. Segue obrigatória a notificação de casos suspeitos e confirmados. Deve haver o isolamento de pessoas a bordo com suspeita de estarem infectadas.

Em nota, a Anvisa destacou que a edição das restrições, à época, permitiu a retomada das atividades de cruzeiros no Brasil, em razão da queda no número de casos e mortes pela covid-19. “Contudo, naquele momento, o contexto ainda era de muitas incertezas sobre os cenários futuros, o que exigiu cautela e precaução por parte das autoridades de saúde”.

“Vale observar que a decisão não acaba com as regras para as operações de embarcações e plataformas e ainda está alinhada à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de mudança do modo de emergência para uma atuação regulatória de enfrentamento contínuo”, completou a Anvisa.

Seguem vigentes as normas que tratam do controle sanitário de viajantes em portos, aeroportos, passagens de fronteiras e recintos alfandegados, além dos requisitos mínimos para a promoção da saúde em portos de controle sanitário instalados no território nacional e embarcações que por eles transitem.

“Dessa forma, seguem vigentes requisitos importantes que permitem a avaliação do risco à saúde pública para aplicação de medidas sanitárias pertinentes”, destacou a Anvisa.

Isso significa que as operações devem ser autorizadas pela agência e, para isso, as embarcações seguem obrigadas, por exemplo, a informar a situação de saúde a bordo por meio de declaração marítima de saúde e cópia do livro médico de bordo.

Além disso, em caso de suspeita ou evidência de evento de saúde pública a bordo, continua sendo obrigatória a necessidade de comunicação imediata à autoridade sanitária, para garantir a avaliação do risco à saúde, para a aplicação das medidas sanitárias pertinentes.

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Governo Lula integra cadastro de benefícios a base de dados da Previdência

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Cadastro Único, usado como base para os principais programas sociais do governo federal, será integrado ao Cadastro Nacional de Informações Sociais, que reúne registros como nascimento, óbito, identificação, renda e benefícios recebidos.

A integração será concretizada a partir de uma portaria publicada nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial conjuntamente pelos ministérios do Desenvolvimento Social e da Previdência.

A unificação é uma medida considerada fundamental para aumentar a transparência de mais de 30 programas sociais que usam os dados do Cadastro Único, entre eles o Bolsa Família.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, a medida vai aprimorar a governança e a transparência das políticas públicas.

Além de dificultar fraudes, a articulação entre as duas bases de dados também trará mais eficiência para a concessão dos benefícios, segundo Dias.

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Câmara aprova criação do dia em memória de vítimas de covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) projeto de lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data será celebrada em 12 de março de cada ano. A proposta segue para análise do Senado. 

Segundo o autor do projeto, deputado Pedro Uczai (PT-SC), a data escolhida é uma homenagem à primeira vítima fatal do novo coronavírus no Brasil, Rosana Aparecida Urbano, falecida em 12 de março de 2020, no Hospital Municipal Dr. Carmino Cariccio, na zona Leste de São Paulo. 

O parlamentar lembrou que a vítima foi internada na véspera e na sequência de sua morte, em menos de 50 dias, faleceram também sua mãe, seu pai, uma irmã e um irmão. 

“A pandemia se transformou em uma inominável tragédia atravessada pela morte, pelo desamparo e pelo luto, um fenômeno social que impactou de forma direta e indelével a vida de milhões de brasileiros e brasileiras”, afirmou o autor, que lembrou haver ainda um projeto de lei do Senado propondo a construção de um memorial às vítimas. 

Após mais de três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na última sexta-feira (5) que a covid-19 não configura mais emergência em saúde pública de importância internacional. De acordo com a entidade, o vírus se classifica agora como “problema de saúde estabelecido e contínuo”. 

Dados da entidade indicam que 765,2 milhões de casos de covid-19 foram confirmados no planeta até o momento, além de quase 7 milhões de mortes registradas. Apenas no Brasil, mais de 700 mil pessoas perderam a vida para a doença. Ainda de acordo com a OMS, 13,3 bilhões de doses de vacinas contra a doença foram administradas em todo o mundo. 

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Defensoria e ONG questionam atuação da Guarda Civil na Cracolândia

A Defensoria Pública do estado de São Paulo e a organização não governamental Conectas Direitos Humanos têm questionado a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo na região da Cracolândia, no centro da capital paulista. O episódio mais recente é relacionado a um homem que ficou desacordado após uma abordagem dos guardas.

Nesta semana, a equipe da TV Brasil flagrou um homem desacordado depois de sofrer um enforcamento por parte de agentes da GCM. De acordo com a prefeitura, a equipe estava acompanhando, na segunda-feira (8), uma ação de zeladoria, quando foi agredida e agiu para conter o homem. A prefeitura informou ainda que o homem foi conduzido ao Pronto Socorro da Barra Funda, “pois alegou ter problemas de coração e estar com dores no peito. Na unidade de saúde, foi atendido, medicado e liberado”. Posteriormente, ele foi levado para o 77º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada. 

“Mais uma vez a gente está vendo a GCM na linha de frente da Cracolândia, o que já causou inúmeros problemas. Esse histórico da atuação da guarda civil no território da Luz está, inclusive, na Justiça, em uma Ação Civil Pública que discute as ações que acontecem por conta dessa prática”, aponta Fernanda Balera, defensora pública e integrante do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos.

Em ofício enviado à prefeitura no dia 11 de abril, a Defensoria Pública questionou especificamente os procedimentos nas ações de zeladoria. “Qual a justificativa para a realização da limpeza urbana, inclusive com a ‘triagem’ e revista, a ser realizada pela Guarda Civil Metropolitana e não por agentes da limpeza urbana, considerando que a função da Guarda Civil seria a de ‘acompanhar as ações de zeladoria, atuando, exclusivamente, na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e agentes públicos que realizam a ação e na preservação dos direitos das pessoas afetadas pelas ações de zeladoria’ (Art. 9º da Portaria)”, aponta o texto.

A Agência Brasil solicitou o Boletim de Ocorrência à Secretaria de Segurança Pública (SSP) relativa ao caso flagrado pela TV Brasil e aguarda o envio das informações. Não há confirmação se está preso ou solto. A identificação dele também não foi informada.

O advogado Gabriel Sampaio, diretor de litigância e incidência da Conectas Direitos Humanos, repudia a agressão e pede a apuração do caso. “A GCM não dispõe de competência para atuar como polícia ostensiva ou repressiva, tão pouco deve se utilizar da força de forma tão desproporcional como nós observamos na reportagem”, avalia.

Ele destaca que, “nas abordagens às pessoas usuárias de drogas, devem ser respeitados os direitos e as garantias fundamentais, o uso proporcional da força e jamais um órgão como a GCM deve ser utilizado para esse tipo de abordagem”. Sampaio acrescenta que a Constituição atribui à GCM o papel de proteção do patrimônio público e não autoriza “esse tipo de uso da força”. 

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana disse, por meio de nota, que “a ocorrência citada será devidamente apurada pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana” e que “não compactua com nenhuma conduta inadequada”. 

“A SMSU tem o compromisso de assegurar que a atuação da GCM seja sempre pautada pelo respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas. Esse preceito é essencial e deve ser seguido por todos os agentes da Guarda”, aponta o órgão.

A prefeitura disse ainda que a atuação da guarda é guiada pela Lei nº 13530, de 14 de março de 2003, que institui o Regulamento Disciplinar dos Servidores do Quadro dos Profissionais da GCM.

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Concessionária quer despejar sem-tetos que vivem dentro de cemitério na zona norte de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma barraca improvisada de lona pedaços de madeira tem vista para as covas do Cemitério Vila Nova Cachoeirinha. Mais acima, há outras duas barracas em meio à mata dentro do terreno municipal. Ao todo, três homens sem-teto vivem no local.

Um deles tem 48 anos, não quer revelar o próprio nome e pede para não ser fotografado. Carioca, como pede para ser chamado, diz que mora no cemitério há cerca de três décadas.

A administração do cemitério deu prazo até esta quinta-feira (11) para que eles saiam do local. Segundo a Prefeitura de São Paulo, assistentes sociais abordaram sete pessoas na manhã desta quarta (10) na região do cemitério, mas nenhuma delas aceitou a oferta de encaminhamento para centros de acolhida ou outros serviços da rede de assistência.

As invasões no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha dão uma dimensão dos problemas que as concessionárias do serviço funerário terão de resolver. Quatro empresas assumiram em março a gestão de 22 cemitérios municipais, em contratos que chegam a R$ 7,2 bilhões e preveem revitalização e expansão.

Carioca diz que viver dentro do cemitério é mais seguro do que na rua. Ele conta que já foi retirado de lá cerca de 20 vezes. Em todas, voltou na noite seguinte e armou sua barraca novamente.

Ele não é um estranho para a comunidade do cemitério: conta que recebe doações de comida dos moradores do entorno e visitas periódicas de assistentes sociais.

Os barracos estão cercados por montes de lixo, que são constantemente revirados por galinhas, pombos e urubus. A poucos metros de distância, o muro que deveria cercar o local tem uma grande abertura que dá acesso para a favela do Boi Malhado.

A comunidade cresce há décadas ao redor dos muros do cemitério, com várias invasões ao longo dos anos.

Os muros têm portas que dão acesso direto a casas da favela. Há um trecho onde não há mais separação entre o terreno municipal e a comunidade.

Há também moradores de rua que pernoitam no cemitério, usando as maiores sepulturas como abrigo, segundo o relato de moradores da favela.

A Cortel, empresa que administra o local diz que a reconstrução do muro está prevista para o dia 22 deste mês.

As invasões no cemitério são um reflexo de problemas estruturais da cidade que se agravaram nos últimos anos. De 2015 a 2021, a população de rua na cidade de São Paulo dobrou.

O último censo da prefeitura estimou que havia 31.884 pessoas sem-teto na cidade em 2021. Seis anos antes, eram 15.905 pessoas nessa condição. O déficit habitacional da cidade é estimado em 369 mil domicílios.

Segundo a Cortel, a situação dos moradores de rua no local foi comunicada à SP Regula (Reguladora de Serviços Públicos do município), que fiscaliza a concessão. A concessionária diz que “tem atuado junto aos órgãos responsáveis pela assistência social do município para solucionar o problema da melhor maneira possível”.

Sobre o acúmulo de lixo, a empresa diz que mais de 30 toneladas já foram recolhidas. A empresa afirma que a limpeza é feita de forma constante, mas o descarte irregular na área é recorrente.

A concessão dos cemitérios municipais de São Paulo representou um aumento em preços de serviços funerários básicos para a população. Para quem não tem direito a gratuidades, o velório mais simples disponível para quem não tem direito a benefícios, que poderia ser realizado por R$ 299,85 até a concessão, agora sai por R$ 1.443,74 -salto de cerca de 400%.

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CRM-AC abre sindicância contra médicos que debocharam de Marina Silva

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) determinou nesta quarta-feira, 10, a abertura de uma sindicância para investigar a conduta ética de profissionais da saúde do Estado que debocharam do quadro clínico da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela foi internada no sábado, 6, após testar positivo para covid-19, e recebeu já deixou o hospital.

Em nota divulgada à imprensa, o CRM afirmou que a apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

O deboche, marcado por comentários de teor negacionista sobre o efeito das vacinas contra o coronavírus, consta em troca de mensagens que foram vazadas de um grupo de WhatsApp, nomeado “Médicos Unidos”. Três profissionais de saúde do Acre ironizam o quadro da ministra. Na conversa, um dos participantes compartilhou a notícia sobre Marina questionando: “Ué, não era vacinada?”. Outra profissional comenta: “Coisas da vida. É da vacinação!”. Por fim, um terceiro médico ri da situação e diz: “Tomara que os vírus da covid estejam bem”. A imagem foi divulgada pelo site local ContilNet.

A ginecologista Grace Monica Alvim Coelho é uma das participantes da conversa. Ex-secretária de Saúde do Estado do Acre, ela comandou a pasta na gestão petista de Jorge Viana (1999-2004). Ao Estadão, a médica defendeu a liberdade de expressão dos membros do grupo de WhatsApp e afirmou que “não crê em mentiras” ao ser questionada sobre a vacina. Entusiasta declarada de Jair Bolsonaro, Grace elogia o ex-presidente em suas redes sociais, chamando-o de “maior e melhor pai do mundo”. Os outros dois profissionais da conversa são Nilton Torrez Chavez e Jorge Lucas da Fonseca.

Nascida em um seringal no Acre, Marina já foi senadora pelo Estado; é uma das principais personalidades políticas locais. Ex-filiada ao PT, ajudou a fundar a Rede Sustentabilidade. A vacina contra a covid não impede a infecção pelo vírus, sua principal função é evitar o agravamento da doença. No caso da ministra, que já enfrentou diversos problemas de saúde, isso é especialmente relevante. Segundo sua assessoria de imprensa, ela se vacinou com as quatro doses disponíveis.

Nota à imprensa e à sociedade

Diante da divulgação de informações pela imprensa sobre comentários feitos, supostamente, por médicos que atuam no Estado do Acre a respeito da internação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) determinou a abertura de sindicância para investigar os fatos.

A apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

O CRM-AC reitera sua missão de zelar pelo ético exercício da profissão, tendo como foco a valorização da relação médico-paciente, a defesa da autonomia de médicos e de pacientes e o respeito ao sigilo das informações.

Nesta oportunidade, o CRM-AC deseja também uma breve recuperação à ministra Marina Silva e a todos os pacientes acometidos pela covid-19.

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Fiocruz detecta dengue tipo 3 no Brasil após 15 anos sem epidemia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um estudo da Fiocruz identificou quatro casos de pessoas infectadas pelo sorotipo 3 do vírus da dengue neste ano no Brasil. O país não registra epidemias da doença provocadas por essa cepa há mais de 15 anos. Especialistas temem uma nova onda da enfermidade provocada pela circulação desse subtipo.

“É um indicativo de que poderemos voltar a ter, talvez não agora, mas nos próximos meses ou anos, epidemias causadas por esse sorotipo”, diz o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia e pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC/Fiocruz, que atua como referência regional para dengue, febre amarela, chikungunya, zika e vírus do Nilo ocidental.

A dengue tem quatro sorotipos. Uma vez infectada por um deles, a pessoa tem imunidade temporária apenas para esse subtipo, podendo se contaminar por outras cepas. Por isso, a circulação do sorotipo 3 acende o alerta para a possibilidade de uma nova epidemia, já que grande parte da população não tem defesas contra essa linhagem. Outra preocupação é pelo fato de casos graves da doença ocorrerem com maior frequência em pacientes que já tiveram dengue e são infectados novamente por outra cepa.

O estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Os pesquisadores encontraram o sorotipo 3 em análises genéticas de três pessoas com dengue de Roraima, na região norte, e uma no Paraná, no sul do Brasil.

Os casos de Roraima são todos autóctones, ou seja, os pacientes se infectaram no estado, uma vez que não apresentavam histórico de viagem. Já no Paraná, a pessoa diagnosticada com a doença tinha vindo do Suriname.

Segundo o virologista Felipe Naveca, as análises genéticas indicam que a linhagem detectada agora não é a mesma que provocou epidemias no Brasil no começo dos anos 2000. “Nossos resultados mostraram que houve uma nova introdução do genótipo 3 do sorotipo 3 do vírus da dengue nas Américas, proveniente da Ásia. Essa linhagem está circulando na América Central e recentemente também infectou pessoas nos Estados Unidos”, explica.

Os quatro casos foram inicialmente detectados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, que são parceiros no estudo. Outras instituições também participam da análise, dentre as quais, o Instituto Evandro Chagas do Paraná, que é referência nacional para arboviroses (doenças causadas por vírus, principalmente, transmitidos por mosquitos). O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) – unidade Porto Rico e o departamento de saúde do estado da Flórida também contribuíram para a pesquisa.

“Foram as equipes do CDC de Porto Rico e do departamento de saúde da Flórida que identificaram os casos de Cuba e dos Estados Unidos. Assim, esse é um alerta válido não só para o Brasil, mas para toda a região das Américas. Tendo em vista estarmos vivendo um grande número de casos de arboviroses esse ano no Brasil, a detecção de um novo sorotipo do vírus da dengue não é uma boa notícia”, diz Felipe Naveca.

Para compartilhar a informação de forma mais ágil, os resultados foram publicados em artigo pré-print na plataforma online medRxiv -isso significa que o trabalho não passou ainda pelo processo de revisão por pares. O estudo foi submetido também para a publicação em periódico científico, que é quando a pesquisa é avaliada e referendada por outros especialistas.

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Trabalhadores em condição análoga à escravidão são resgatados de fazenda

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma operação do Ministério do Trabalho resgatou dez trabalhadores em condições análogas à escravidão de uma colheita de café no Espírito Santo.

Eles faziam parte de um grupo de 28 trabalhadores levado a uma fazenda do município de Vila Pavão, no Espírito Santo, com a promessa de salário vantajoso, bom alojamento, alimentação farta e passagens de ida e volta. Os outros 18 conseguiram retornar para casa por conta própria.

Os trabalhadores foram aliciados nos estados de Sergipe e Alagoas e só perceberam que foram enganados quando chegaram ao local. Eles não tinham dinheiro para ir embora porque os empregadores aplicavam desconto indevido.

Na fazenda, eles não tinham direito a cama (apenas colchões) nem a armários para guardar roupas e objetos pessoais. Também não havia mesas e cadeiras para refeições.

Não havia chuveiros instalados. A água para tomar banho saia de canos.

A fiscalização também encontrou uma caixa d’água, parcialmente tampada, que abastecia lavatórios e a cozinha e também era usada para consumo.

Uma das casas estava sem foro e com piso de ripas de madeira, onde insetos e outros animais passavam pelos vãos.

O empregador foi autuado por trabalho análogo ao de escravo e pagou as verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores, além de custear as passagens de volta de cada um deles. Os valores totalizam R$ 26 mil.

Cada trabalhador resgatado também tem direito ainda a três parcelas do seguro-desemprego. Denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas, de forma anônima, pelo Sistema Ipê.

TRABALHADORES NÃO RECEBIAM NEM UM SALÁRIO MÍNIMO

Na fazenda, os trabalhadores foram informados que receberiam semanalmente pela produção. Também haveria desconto de R$ 350 referente ao valor das passagens em parcelas de R$ 50 e cobrança por alimentação.

Para cada saca de 60 kg de café colhido, os trabalhadores recebiam R$ 16. A colheita era manual e não foi oferecido ferramenta para que facilitasse a retirada de grãos.

Segundo o MTE, completar uma saca de café era tão difícil e demorado que os trabalhadores mal conseguiam encher três sacas por dia.

Isso significa que a maioria dos trabalhadores não conseguia fazer nem R$ 50 por dia. Eles começavam a colher café às 6 horas e ficavam até o final da tarde, mal alimentados e sob sol forte.

Um dos trabalhadores contou à fiscalização que conseguiu completar sete sacas de café em uma semana, totalizando R$ 112. Seu empregador descontou R$ 20 de alimentação semanal e mais R$ 50 da passagem de ida, lhe deixando com R$ 42 pela semana de trabalho.

Em um mês e “com alguma sorte”, ele conseguiu receber cerca de R$ 200, afirmou Andréia Donin, auditora fiscal do Trabalho que coordenou a operação.
A alimentação fornecida aos trabalhadores era precária, com racionamento de proteínas e não balanceada, além de ser desproporcional ao esforço físico necessário na atividade de colheita de café.Auditora Andréia Donin

A operação do MTE foi iniciada em 3 de maio e também contou com a participação do MPT, MPF, PF e da Defensoria Pública da União.

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