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Virada Cultural 2023 terá 1.400 policiais, 720 guardas e drones; veja dicas de segurança
A Polícia Militar de São Paulo terá 1.400 agentes distribuídos pelas imediações dos palcos da Virada Cultural 2023, usando 300 viaturas, segundo divulgou a Secretaria Estadual de Segurança Pública. O evento começa neste sábado, 27, e segue até domingo, 28. Serão usados ainda cinco helicópteros e drones para o patrulhamento aéreo. A última edição da Virada foi marcada por agressões, roubos de celulares e arrastões no centro. Os crimes ocorreram mesmo dentro dos gradis instalados no Vale do Anhangabaú, que recebe o principal palco da festa.
Em nota, a SSP-SP afirmou que “o reforço do policiamento, somado às ações de inteligência policial durante o evento, visam coibir qualquer prática criminosa, assegurando, assim, a segurança das pessoas que forem curtir as apresentações”.
A Guarda Civil Metropolitana aumentou em 33,3% tanto o número de agentes (que passou de 540 para 720) como o de viaturas (que foi de 176 para 260), em relação à edição anterior. A secretária municipal de Segurança Urbana de São Paulo, Elza Paulina de Souza, admitiu ao Estadão que um dos motivos para esse aumento foram os casos de violência registrados em 2022.
Delegacias com plantões reforçados
Na mesma nota sobre a segurança da Virada, a SSP-SP informou que as delegacias paulistanas terão seus plantões reforçados durante o fim de semana. A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) estará aberta das 8h às 20h, na sede do Departamento de Operações Especiais (Dope).
Já a 2ª Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), funcionará em esquema de sobreaviso, ou seja, havendo alguma ocorrência de natureza que compete à unidade, os policiais estarão de prontidão para ir registrar o boletim. Agentes da delegacia também estarão nos eventos para monitorar este tipo de delito e prestar apoio às vítimas.
Virada deste ano terá apenas um palco com atrações na madrugada
Houve ainda uma mudança na logística da Virada. A edição deste ano contará apenas com um palco com atrações durante a madrugada, o do Vale do Anhangabaú. Já os shows em palcos de regiões mais periféricas começam às 17h de sábado, 27, param às 22h e são retomados às 9h de domingo. Ao mesmo tempo, aparelhos como Sesc e Centros da Juventude terão maior protagonismo.
Prefeitura lista recomendações para a Virada: Prefira andar acompanhado
A Prefeitura listou algumas medidas que podem ser adotadas pela população aproveitar a Virada Cultural deste ano em segurança. Veja abaixo:
– Redobre a atenção com objetos de valor (celulares, carteiras e relógios…);
– Mantenha bolsas junto ao corpo;
– Procure responder mensagens ou atender ligações em locais seguros e na presença de pessoas conhecidas;
– Dê preferência ao transporte público, mas se utilizar seu veículo, não beba ao dirigir;
– Durante os eventos, prefira andar acompanhado, com pessoas de sua confiança;
-Identifique crianças com pulseiras, contendo nome e telefone de contato;
-Em caso de furto, roubo ou outras ocorrências, procure um posto policial ou um agente das forças de segurança mais próximo. Na dúvida, disque 153 ou 190.
O evento começa neste sábado, 27, e segue até domingo, 28. Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisGabriel Monteiro é denunciado por perseguição e desacato a ex-comandante da PM
CAMILA ZARUR
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o ex-vereador Gabriel Monteiro por perseguição e desacato a superior contra o ex-comandante da Polícia Militar Íbis Silva Pereira.
A Promotoria acusa o ex-vereador, preso após denúncias de ter cometido crimes sexuais, de ter perseguido o coronel entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. Na época, Monteiro era candidato à Câmara Municipal do Rio e ia atrás de Pereira para gravá-lo. Os vídeos, depois, eram divulgados em suas redes sociais.
Na denúncia, o Ministério Público cita ocasiões em que Monteiro, com uma câmera em punho, pressiona o ex-comandante e faz insinuações de que o coronel tinha envolvimento com o crime organizado.
A reportagem não localizou a defesa do ex-vereador.
Monteiro está preso desde novembro passado. Ele é acusado de praticar sexo com uma adolescente e de forjar vídeos para seu canal no YouTube. Ele também responde a denúncias de assédio e importunação sexual contra uma ex-assessora de seu gabinete.
Em agosto, ele teve seu mandato de vereador cassado por 48 votos a 2 por quebra de decoro parlamentar.
Na nova denúncia do Ministério Público, a Promotoria relata que o primeiro desacato contra Pereira foi em 23 de outubro de 2019, quando Monteiro ainda era soldado da PM. Na ocasião, o ex-vereador ligou para o ex-comandante se passando por um estudante que queria tirar dúvidas sobre um trabalho acadêmico. Os dois combinaram de se encontrar na frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Quando chegou ao local, Pereira encontrou Monteiro com outras duas pessoas. O ex-vereador começou a filmá-lo e perguntou se o coronel tinha ligações com o crime organizado para conseguir entrar em regiões onde aconteceram conflitos armados com a morte de inúmeros policiais, sem que nada acontecesse com ele. Era uma referência a uma visita que Pereira havia feito ao Complexo da Maré, na zona norte da cidade.
Segundo o Ministério Público, Monteiro repetiu esse mesmo modus operandi em duas outras ocasiões, perseguindo o coronel pelo interior da Alerj, onde Pereira tinha um gabinete, e no Fórum de Jacarepaguá, zona oeste.
Neste último, Monteiro continuou a filmar e questionar o ex-comandante da PM mesmo após ter sido proibido de fazê-lo pelo magistrado titular do Fórum.
A pena prevista por desacato a superior é de reclusão de até quatro anos. Já a pena por perseguição é de 6 meses a 2 anos.
Monteiro está preso na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio, desde o dia 9 de novembro, quando foi transferido.
AÇÕES NA JUSTIÇA
Gabriel Monteiro já responde a duas ações na Justiça. Na primeira, ele é réu no caso que apura a gravação de um vídeo íntimo em que aparece tendo relações sexuais com uma adolescente de 15 anos. A mãe da jovem procurou a polícia, em março do ano passado, após a gravação ter vazado no Twitter e em grupos de WhatsApp.
Em depoimento, a adolescente disse que os vídeos foram divulgados sem o consentimento dela e que Monteiro havia dito que o vazamento do material foi feito por funcionários que o teriam “traído.”
O ECA prevê pena de 4 a 8 anos de prisão a quem filmar e reproduzir cena de sexo explícito com criança ou adolescente. Além disso, o estatuto prevê reclusão de três a seis anos a quem divulgar, transmitir ou publicar registros que contenham cena de sexo com menores de 18 anos.
A defesa de Monteiro afirma que seu cliente achava que a jovem tivesse mais de 18 anos.
No segundo processo, o vereador responde à acusação de assédio e importunação sexual contra uma ex-assessora de seu gabinete na Câmara Municipal.
De acordo com o Ministério Público, o vereador obrigava a funcionária a participar como atriz em vídeos de cenas eróticas publicados em suas redes sociais.
Em agosto passado, o advogado Sandro Figueiredo disse que o ex-vereador tem colaborado com as investigações.
“Ressalto que todas as vezes em que o ex-vereador Gabriel Monteiro foi chamado à delegacia, ele compareceu de livre e espontânea vontade a fim de colaborar com as investigações. Houve essa medida protetiva, mas ainda não fomos intimados dessa decisão. O que posso afirmar é que, por orientação da defesa, ele já não se aproxima da jovem”, disse o advogado na época.
A Promotoria acusa o ex-vereador, preso após denúncias de ter cometido crimes sexuais, de ter perseg… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia mais"Deu a vida". Pinscher morre ao salvar 4 crianças de ataque de rottweiler
Um cão da raça pinscher morreu enquanto tentava salvar quatro crianças com idades entre os três e os sete anos de um ataque de um rottweiler, na tarde de quinta-feira, em Linhares, no estado brasileiro de Espírito Santo.
Segundo o dono de Bili, Aderaldo Bergamo, o rottweiler pertence a um vizinho e, apesar de já ter atacado outras pessoas, anda solto frequentemente.
“As propriedades são grandes e as crianças acabam brincando por todo o lado. O cão do vizinho anda para tudo quanto é lado; está sempre solto. Já mordeu umas quatro ou cinto pessoas. E, desta vez, as crianças estavam a brincar no meu quintal, quando o rottweiler apareceu muito nervoso. O Bili estava com as crianças”, contou o homem ao g1, detalhando que, quando o animal viu o cão a aproximar-se das crianças “atacou-o com uma coragem sem fim”.
“Enquanto o Bili estava sendo atacado pelo outro cão, os pais das crianças saíram para poder socorrer os meninos. Deu a vida para salvar as crianças, foi um grande herói. É uma história muito triste. Já avisei tantas vezes o vizinho para ter cuidado com aquele cão”, lamentou.
O cão, que estava com a família de Bergamo há um ano, foi transportado para um veterinário, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
De acordo com o homem, um dos aspectos mais difíceis foi ter de contar à filha de quatro anos que Bili morreu.
“Já estava com saudades dele. A mãe levou-a a passear e já estamos tentando encontrar outro cão. Vamos dar-lhe o mesmo nome”, disse.
Leia Também: CBF confirma último amistoso da seleção feminina em preparação para Copa do Mundo
O rottweiler pertence a um vizinho e, apesar de já ter atacado outras pessoas, andava solto frequent… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisGoverno Tarcísio anuncia auditoria para apurar dados criminais da gestão Rodrigo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que irá instaurar uma auditoria para analisar os dados criminais registrados em todo estado durante 2022, na gestão do antecessor Rodrigo Garcia (PSDB). O governo estadual afirma ter encontrado divergências nos números.
A auditoria irá checar o número casos de cada delito no ano anterior a partir da análise de boletins de ocorrência, segundo nota divulgada pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).
Na mesma nota, a secretaria afirma que parte das ocorrências de roubos e furtos de veículos no estado em relação a abril de 2022 foram registradas “equivocadamente” e não correspondem com os boletins de ocorrência do período, o que impactou os dados de crimes patrimoniais.
Diante disso, a secretaria afirma que as estatísticas criminais de abril de 2023, divulgadas nesta quinta, seguem os critérios definidos em resolução e estão atrelados aos registros de boletins de ocorrência. Os números, que costumam ser divulgados todo dia 25, às 16h, foi ao ar nesta quinta por volta das 23h30. Questionada, a secretaria negou atraso.
O ex-governador e assessores do PSDB foram procurados para comentar, mas não responderam até a publicação desta reportagem.
A gestão Tarcísio encerrou a hegemonia de quase 30 anos do PSDB no governo paulista e enfrenta críticas em relação à Segurança Pública impulsionadas pelo aumento da violência na região central da capital. Nos primeiros três meses deste ano, houve 54% mais furtos na região da delegacia que atende o bairro de Campos Elíseos, que abriga parte da cracolândia, em comparação ao mesmo período de 2022. Em relação aos roubos, o aumento foi de 26,5%.
O ex-governador Garcia também enfrentou crise na segurança pública e anunciou troca do comando das polícias Civil e Militar em abril do ano passado. Na ocasião, as estatísticas criminais mostraram um aumento em grande parte dos crimes patrimoniais na comparação com o mesmo período de 2021-mas ainda abaixo dos níveis de 2019, pré-pandemia de Covid.
A SSP afirmou que houve reforço policial na região e que o índice de roubos e furtos teve queda em abril, após 15 meses de aumento.
No primeiro bimestre deste ano, o entorno da cracolândia e a vizinhança da avenida Paulista lideraram a alta de furtos do centro de São Paulo. Moradores mudaram a rotina diante da alta da violência desde o início do ano.
O governo estadual afirma ter encontrado divergências nos números apresentador na gestão do antecess… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisJustiça Federal condena grupo que defendia ‘kit Covid’ a pagar R$ 55 milhões
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça Federal no Rio Grande do Sul condenou, em duas ações, o grupo autointitulado “médicos do tratamento precoce Brasil”, que estimulou o uso de medicamentos que fariam parte de suposto tratamento precoce contra a Covid-19.
As ações foram ajuizadas pelo MPF (Ministério Público Federal). O grupo deve pagar R$ 55 milhões por danos morais coletivos à saúde por divulgar um material publicitário intitulado Manifesto pela Vida. No material havia inclusive indicação de médicos que prescreviam o chamado ‘kit Covid’.
Os anúncios de fevereiro de 2021 foram publicados na Folha e nos jornais O Globo, Estado de Minas e Zero Hora, entre outros. No dia seguinte, a Folha publicou reportagem sobre anúncios que defendiam o uso de medicação sem eficácia comprovada contra a Covid-19.
Produtora de ‘kit Covid’ bancou anúncios de associação pró-tratamento precoce Nas sentenças, o grupo Médicos Pela Vida (Associação Dignidade Médica de Pernambuco – ADM/PE), a Vitamedic Indústria Farmacêutica, o Centro Educacional Alves Faria (Unialfa) e o Grupo José Alves (GJA Participações) foram condenados ao pagamento de R$ 55 milhões.
Em uma das ações, o montante do pagamento imposto pela Justiça foi de R$ 45 milhões e, na outra, a condenação foi no valor de R$ 10 milhões.
A Folha procurou todos os envolvidos, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.
No material divulgado, a associação -com sede no Recife e que também é integrada por médicos registrados no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul- apontava os possíveis benefícios do chamado tratamento precoce para a Covid-19, divulgando os medicamentos.
De acordo com o MPF, a divulgação não trazia qualquer indicação de possíveis efeitos adversos que podem decorrer da utilização desses medicamentos, além de possivelmente estimular a automedicação, uma vez que era indicado por associação médica.
Ainda segundo o MPF, a publicação contraria a legislação e o ato normativo que tratam da propaganda e publicidade de medicamentos. “Resolução da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária), por exemplo, determina que as informações sobre medicamentos devem ser comprovadas cientificamente, o que não é o caso daqueles elencados no manifesto quando aplicados a casos de Covid-19”, afirma o MPF.
Para o juiz, ficou comprovada a cumplicidade entre a Vitamedic e a Associação Médicos Pela Vida, tendo a empresa farmacêutica financiado a propaganda irregular, investindo R$ 717 mil nessa publicidade, conforme, inclusive, admitido pelo diretor da Vitamedic –fabricante do medicamento ivermectina– durante depoimento na CPI da Covid.
Segundo o magistrado, “fica evidenciado que o manifesto pela vida foi mecanismo ilícito de propaganda de laboratório fabricante de medicamento, servindo a ré do triste papel de laranja para fins escusos e violadores de valor fundamental, a proteção da saúde pública”.
Ao justificar o valor imposto nas sentenças, o magistrado argumenta que “a só e pura publicidade ilícita de medicamentos, pelos riscos do seu uso irracional, já representa abalo na saúde pública e sua essencialidade impõe a devida reparação”.
Por fim, ao analisar a participação da Anvisa no caso, a Justiça Federal reconheceu a atuação equivocada do órgão ao não ter autuado a associação para aplicar as penalidades previstas no caso, porém afirmou que o valor de indenização da sentença supera o que poderia ser imposto pela Anvisa ao exercer seu poder de polícia e punir a publicidade indevida.
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Leia maisMPF arquiva investigação sobre escravidão sem ouvir vítima
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento das investigações sobre o caso de uma indígena de 21 anos que estaria sendo mantida em condições análogas à escravidão em Sorocaba (a 99 km de São Paulo). A jovem trabalhava como babá da filha de nove anos de um casal.
As advogadas Emanuela Barros e Melissa Constantino, que representam a indígena, afirmam que a decisão é “equivocada”, porque ela nem sequer foi ouvida no inquérito policial -o depoimento da jovem à Polícia Federal estava marcado para 14 de junho, mas foi cancelado pelo arquivamento dos autos no MPF e na Justiça Federal.
“Os acusados tiveram a oportunidade de contar suas versões dos fatos à polícia, mas a jovem não. Sendo assim, o encerramento se dá com base apenas na versão dos acusados, desconsiderando o que a vítima tem a relatar sobre o ocorrido”, dizem as advogadas, em nota.
Elas avaliam entrar com um pedido de impugnação do arquivamento. “E vamos dar continuidade a ação trabalhista que movemos contra os acusados”, diz Emanuela.
Na justificativa presente nos autos, o MPF argumenta que não foram identificados indícios do crime. Diz também que, embora os direitos trabalhistas da mulher indígena não tivessem sido “respeitados em sua integralidade”, a vítima não teria sido submetida a “trabalhos forçados, jornada exaustiva ou a condições degradantes de trabalho”.
O órgão diz ainda que ela vivia sob as mesmas condições de “higiene, saúde, alimentação, habitação e segurança de seus empregadores”, com direito a folgas do trabalho e “possibilidade de realizar cursos de formação fora do ambiente residencial e de trabalho.”
As advogadas rebatem a informação. Segundo elas, a força-tarefa realizada pelo Ministério Público do Trabalho teria constatado as condições degradantes de trabalho, como o fato de que a vítima dormia em um colchão no chão e, portanto, “não gozava das mesmas condições de seus empregadores”.
“A decisão pelo arquivamento ignora todas essas irregularidades e o fato de que a empregada doméstica teve de fugir do local de trabalho e só conseguiu denunciar a situação a que estava passando com a ajuda de terceiros, primeiramente uma vizinha que a acolheu e, depois, o trabalho de suas advogadas e do MPT”, dizem elas.
A advogada Emanuela Araújo afirma também que a indígena foi assediada sexualmente pelo patrão, que chegou a instalar uma câmara de vídeo no banheiro que ela usava.
Procurado, o MPF, por meio de sua assessoria, informou que o arquivamento foi solicitado por duplicidade. “Os mesmos fatos já estão sob investigação em um procedimento que está sob sigilo, portanto, não podemos fornecer informações adicionais”.
A defesa, porém, afirma desconhecer outra apuração sobre o caso e diz que a vítima precisa ser ouvida.
À época que o caso foi revelado, em março deste ano, os empregadores assinaram um termo de ajustamento de conduta, em que acordaram o pagamento inicial de R$ 20 mil à vítima, em dez dias, pelos direitos trabalhistas.
“Esse tipo de decisão [pelo arquivamento] vai favorecer que situações semelhantes voltem a ocorrer, porque a pessoa faz tudo isso, paga e sai ilesa”, diz Emanuela.
A jovem vivia na aldeia indígena Cartucho, no Amazonas. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ela soube da vaga em um anúncio no Facebook e sua viagem para Sorocaba foi paga pelos patrões.
Ainda segundo o órgão, o combinado seria a jovem receber um salário mínimo pelo trabalho de babá, mas, desde a sua chegada, foram descontadas as despesas da viagem. Depois, R$ 350 foram deduzidos do pagamento, sob a justificativa de o casal ter comprado um celular para a babá.
Depois que a indígena começou a fazer o curso da área de enfermagem, pago pelos patrões, ela diz que passou a receber apenas R$ 5 (resultado do desconto das mensalidades).
Segundo a advogada Emanuela, outra jovem indígena também já tinha sido trazida pelo casal nas mesmas condições. “Seria importante a investigação da Polícia Federal para saber se não há atuação de uma rede de pessoas aliciando jovens indígenas para trabalho análogo à escravidão em São Paulo.”
Uma indígena teria sido mantida em condições análogas à escravidão em Sorocaba (a 99 km de São Paulo… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisQuase 800 entidades criticam ‘esquartejamento’ da política ambiental no Congresso
(FOLHAPRESS) – Um manifesto assinado por 790 entidades -entre ONGs, universidades, movimentos sociais e associações- pede a líderes políticos em Brasília que corrijam equívocos na MP 1.154, cuja versão aprovada pela comissão mista do Congresso na quarta-feira (24) esvaziou o MMA (Ministério do Meio Ambiente) e o MPI (Ministérios dos Povos Indígenas).
“Votar a favor desses equívocos significa apoiar a diminuição da capacidade de o Brasil combater o desmatamento, de assegurar o equilíbrio no uso múltiplo das águas e de garantir a efetividade dos direitos constitucionais dos povos indígenas e a tutela dos direitos humanos”, diz a carta.
“Não há qualquer razão administrativa que justifique o esquartejamento do MMA e a redução de poder do MPI”, pontua o texto.
Os pontos criticados são a retirada de competências do MMA sobre o CAR (Cadastro Ambiental Rural), a ANA (Agência Nacional de Águas) e a gestão de resíduos sólidos e saneamento, além de perda de duas atribuições fundamentais do recém-criado Ministério dos Povos Indígenas: a demarcação de terras indígenas e a administração da Funai.
Na quarta, após a aprovação em comissão da MP que reestrutura a Esplanada, organizações ambientais já haviam afirmado que a “boiada” está passando novamente, em referência à expressão usada pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles para defender o desmanche de políticas da área.
A aprovação do texto da MP 1.154 contou com o apoio do governo, o que abriu oportunidade para outras duas pautas antiambientais. Também na quarta-feira (24), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para a tramitação do PL 490, que estabelece um marco temporal para o reconhecimento de terras indígenas.
Os deputados também voltaram a incluir emendas antiambientais na MP 1.150, que foi aprovada pelo plenário da Câmara com uma flexibilização da Lei da Mata Atlântica -trecho que havia sido retirado da matéria no Senado. A MP vai para a sanção presidencial.
No Twitter, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o presidente Lula deve vetar o trecho que flexibiliza a lei.
A negativa do Ibama para a perfuração de um poço de petróleo da Petrobras na foz do Amazonas, em 17 de maio, foi o estopim da crise que opõem setores do governo Lula. A reportagem apurou junto a interlocutores do Ministério do Meio Ambiente, do PT e da presidência da Petrobras que o presidente Lula se sentiu traído com a publicação da decisão do Ibama.
Ele esperava que Marina o informasse previamente sobre a decisão, para que ele costurasse uma saída política junto ao MME (Ministério de Minas e Energia).
O tuíte de Gleisi abrandando a crise nesta quinta-feiro, no entanto, só veio após uma avalanche de críticas ao PT. Na noite da quarta-feira, a página da bancada petista no Senado comemorou a aprovação da MP 1.154 pela comissão mista. “Vitória!”, afirmou o partido no Twitter, gerando indignação de apoiadores, especialmente da ala ambientalista.
“Podiam fingir revolta, hein”, comentou o perfil do Observatório do Clima, rede de mais de 90 organizações socioambientais, em resposta ao tuíte petista. Na tarde desta quinta (25), Gleisi recorreu também ao Twitter para redirecionar o partido.
“Sobre o atraso ocorrido ontem no Congresso, vamos trabalhar para que seja revertido. Se for preciso, vamos ao STF para reaver a estrutura do meio ambiente e povos indígenas”, ela afirmou, contrariando o que aliados políticos de Lula consideravam mais cedo. No mesmo tuíte, a presidente do PT afirma que o partido fará pressão contrária ao PL 490.
O conjunto de aprovações antiambientais no mesmo dia chocou ambientalistas no país e também internacionalmente.
“Se o meio ambiente e a proteção aos direitos indígenas estão ameaçados, eu fico imaginando quão confiável é o compromisso de Lula”, afirmou à reportagem a eurodeputada alemã Anna Cavazzini, vice-presidente da delegação para relações com o Brasil no Parlamento Europeu.
“Se essas agendas perderem o rumo no Brasil, o já criticado acordo comercial [entre a União Europeia e o Mercosul] perderá ainda mais o apoio do público [europeu]”, diz Cavazzini.
Influente na imprensa francesa, o cientista político francês François Gemenne também expressou críticas, usando o Twitter.
“Apesar de seu apoio à Rússia, muitos na Europa continuam a ver Lula como um ícone. Ele agora está prestes a dar lugar aos lobbies do desmatamento e despir os ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, para que o desmatamento possa retomar a todo vapor”, afirmou Gemenne, que é especialista em mudanças climáticas e autor do painel do clima da ONU.
O CAR (Cadastro Ambiental Rural) sofreu cortes nas duas medidas provisórias que avançaram nesta quarta.
Além da proposta contida na MP 1.154, que transfere o CAR para o Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, a MP 1.150 também enfraquece o vínculo do CAR com o sistema financeiro, que hoje já usa informações dos cadastros dos proprietários rurais para evitar financiar atividades ligadas a desmatamento.
Segundo pesquisadores do CPI (Climate Policy Initiative), o “texto ameaça o alinhamento do sistema financeiro com a sustentabilidade ao buscar restringir a capacidade de as instituições financeiras negarem empréstimos com base no descumprimento do Código Florestal e da Lei de Crimes Ambientais”.
“O CAR não pode ficar sujeito a mudanças ministeriais, sob o risco de um apagão ambiental dos imóveis rurais. O Congresso Nacional precisa reconhecer a sua responsabilidade sobre o futuro da sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou o CPI em nota.
Outra manifestação, assinada pelas entidades que compõem o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), afirma que o conjunto de medidas antiambientais aprovadas pelo Congresso atendem “aos interesses de diversos setores econômicos e políticos que estão presos a um passado associado à degradação e negação da gravidade das crises ambientais”.
Ao pedir a reversão das propostas, a carta sugere que o presidente Lula use suas “competências constitucionais” para evitar medidas “típicas de governos atrasados e negacionistas, já derrotadas nas urnas pelos brasileiros”.
Os parlamentares reunidos na frente parlamentar dos povos indígenas também se pronunciaram por carta, reunindo centenas de assinaturas de entidades e pessoas físicas.
“Defendemos a necessidade de manutenção do texto original da medida provisória 1.154/23. Medida contrária irá inviabilizar a retomada das políticas públicas brasileiras, imprescindíveis para a garantia dos direitos da sociedade sobre o meio ambiente e dos direitos de povos indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, bem como essenciais para o desenvolvimento econômico e a imagem do Brasil no exterior”, diz a carta.
“Votar a favor desses equívocos significa apoiar a diminuição da capacidade de o Brasil combat… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisPF apura desvio de verba de R$ 400 mil para testes de covid-19 em SC
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A operação Teste Falso realizada nesta quinta-feira (25) investiga desvio de verbas federais para a saúde pública no município de Curitibanos, em Santa Catarina.
A PF cumpre sete mandatos de busca e apreensão. Também foi decretado o sequestro e a indisponibilidade dos bens dos investigados.
A investigação apura possíveis fraudes na aplicação de exames de covid-19. Em nota, a PF informa que há indícios de que laboratórios da cidade teriam aplicado testes-rápidos de covid-19 como se fossem do tipo RT-PCR, “que é mais complexo e mais caro para os cofres públicos”.
Os investigados podem ser indiciados pelos crimes de peculato, fraude em licitação e associação criminosa. A pena máxima dos crimes combinados chega a 23 anos de prisão.
O inquérito foi instaurado no ano passado. Segundo a PF, a investigação teve início através de informações encaminhadas pelo GAECO-SC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina).
A investigação apura possíveis fraudes na aplicação de exames de covid-19 Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisQuando volta o frio para valer em São Paulo e no País? Veja a previsão
Passados os dias gelados da semana passada, com recordes de baixas temperaturas em algumas cidades, principalmente das regiões Sudeste e Sul do País, nos últimos dias, apesar das madrugadas ainda frias, as tardes estiveram um pouco mais quentes. No entanto, a trégua do frio vai durar pouco, pois uma nova frente fria promete derrubar as temperaturas e ainda trazer chuva para algumas regiões do País, incluindo São Paulo.
“O ar frio intenso saiu do Brasil, o que permitiu a elevação da temperatura nesta semana. No entanto, esse calorzinho não vai durar muito tempo. O radar já mostra uma forte massa de ar frio de origem polar para os últimos dias de maio e começo de junho”, projeta a Climatempo.
De acordo com a empresa brasileira de meteorologia, a frente fria que vai trazer a nova onda de frio começa a provocar chuva no Sul do Brasil a partir do próximo sábado, dia 27. A fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai também já terá pancadas de chuva, em razão da mudança climática.
Entre domingo, 28, e quarta-feira que vem, dia 31, esta frente fria deve avançar sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste do País, provocando um pouco de chuva em vários Estados. A chuva, porém, não vai se estender por muito tempo.
“Essa frente fria tem características de inverno e, ao que tudo indica, sua forte massa de ar frio de origem polar vai conseguir avançar pelo interior do Brasil. O ar frio deve se espalhar não só sobre a região Sul, mas sobre a maior parte do Sudeste e do Centro-Oeste. É possível que o ar polar avance até Rondônia e Acre, provocando o fenômeno da friagem”, afirma ainda a Climatempo.
Embora ainda seja cedo para estimar temperaturas com precisão, a queda da temperatura já começará a ser sentida a partir de sábado no Sul do País. Em áreas do Mato Grosso do Sul até o sul de São Paulo, os termômetros devem registrar valores mais baixos durante a tarde e a noite de domingo.
A empresa brasileira de meteorologia afirma que ainda não há indicativo de que possa nevar no Sul do País. Mas, as condições para geada voltarão a aumentar nos últimos dias do mês, podendo também atingir São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Entre segunda-feira, 29, e a sexta-feira da semana que vem, dia 2 de junho, o ar frio deve se espalhar sobre centro-sul do Brasil, conforme prevê a Climatempo.
Capital paulista
A cidade de São Paulo amanheceu com nebulosidade e baixas temperaturas nesta quinta-feira, 25, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura de São Paulo, registrando média de 16ºC.
O dia deve ser de sol, com poucas nuvens e temperatura em elevação, podendo a máxima atingir 27ºC. A capital paulista não registra chuva significativa desde 10 de maio, não havendo previsão também para esta quinta-feira.
Segundo o CGE, a cidade ainda permanece em estado de atenção para baixas temperaturas, decretado pela Defesa Civil Municipal, desde às 11h do dia 11 de maio. O último recorde de temperatura mínima do ano ocorreu em 16 de maio com 9,8°C de média na cidade. Já a menor mínima absoluta, aquela observada em um único local, ocorreu em Parelheiros, na zona sul, com 3,9°C, na mesma data.
Veja estimativa de previsão do tempo para os próximos dias em SP, segundo a Climatempo:
– Quinta-feira: entre 16ºC e 27ºC;
– Sexta-feira: entre 15ºC e 28ºC;
– Sábado: entre 15ºC e 28ºC;
– Domingo: entre 16ºC e 25ºC – possibilidade de garoa;
– Segunda-feira: entre 16ºC e 21ºC – possibilidade de dia chuvoso;
– Terça-feira: entre 12ºC e 19ºC – mudança brusca de temperatura e possibilidade de pancadas de chuva;
– Quarta-feira: entre 14ºC e 21ºC – possibilidade de pancadas de chuva;
– Quinta-feira: entre 13ºC e 22ºC.
A trégua do frio vai durar pouco, pois uma nova frente fria promete derrubar as temperaturas e ainda… Read MoreBrasil Notícias ao Minuto Brasil – Brasil
Leia maisMega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 45 milhões
O sorteio do concurso 2.595 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (24) no Espaço da Sorte, em São Paulo. Não houve ganhadores.
O prêmio acumulou e para o próximo concurso, no sábado (27), é estimado em R$ 45 milhões.
As dezenas sorteadas foram: 01 – 13 – 34 – 39 – 50 – 52.
A quina registrou 36 apostas vencedoras. Cada uma vai pagar prêmio de R$ 104.533,47. Já a quadra teve 3.827 ganhadores, cabendo a cada acertador R$ 1.404,75.
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
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