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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a segunda fase da Operação Ártemis, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre clínicas de fonoaudiologia envolvidas em um esquema de falsificação de certificados de cursos técnicos e de pós-graduação.

De acordo com o MPPR, os documentos falsificados eram utilizados para habilitar as clínicas em licitações públicas do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims), permitindo que profissionais sem qualificação adequada prestassem atendimentos especializados, inclusive a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Nesta nova fase, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Santa Catarina — dois em Xanxerê e um em Maravilha —, além do bloqueio judicial de R$ 265 mil nas contas das investigadas. As ações ocorreram em duas clínicas e na residência de uma das suspeitas, com mandados expedidos pelo Juízo Criminal de Pato Branco (PR).

As apurações começaram em 2024, após a Delegacia de Coronel Vivida identificar o uso de certificados falsificados em processos licitatórios. Segundo o MP, o esquema permitia que as clínicas recebessem valores maiores pagos pelo poder público por atendimentos especializados.

Na primeira fase da operação, realizada em agosto, o Gaeco já havia cumprido mandados em clínicas de São Lourenço do Oeste (SC) e Pato Branco (PR). Com base nas provas coletadas, foi descoberta a participação de uma segunda profissional, sócia de duas clínicas, que também prestava atendimentos de forma irregular. Juntas, as investigadas teriam recebido cerca de R$ 265 mil de maneira indevida.

Durante a ação desta quarta-feira, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia. O MPPR informou que o material servirá para identificar outros envolvidos e garantir a responsabilização de todos os participantes do esquema de falsificação.

Imagem: MPPR

fonte MPPR

Redação Luzitana lu