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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e dos núcleos regionais de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), deflagrou nesta terça-feira (7 de julho) a segunda fase da Operação Chão de Giz.

A ação cumpre 41 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do Paraná. A investigação apura suspeitas da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, além de fraudes em processos licitatórios, supostamente cometidos por uma organização criminosa que atuaria por meio de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para dezenas de municípios paranaenses.

De acordo com o Ministério Público, a segunda fase da operação tem como objetivo identificar e desarticular novas ramificações do grupo investigado. As ordens judiciais são cumpridas em cinco municípios do estado, com decisões expedidas em procedimentos distintos.

Três das decisões foram determinadas pelo Tribunal de Justiça do Paraná, devido à existência de investigados com foro por prerrogativa de função, enquanto outras duas foram autorizadas por juízos de primeira instância das comarcas de Ortigueira e Palmital.

Investigação aponta possíveis acordos ilícitos

Segundo as apurações do MPPR, existem indícios de que agentes públicos teriam favorecido o grupo empresarial investigado em procedimentos licitatórios e na execução de contratos administrativos.

Em contrapartida, conforme a investigação, teriam sido estabelecidos acordos ilícitos entre agentes públicos e empresários para o pagamento de propina, correspondente a um percentual dos valores contratados. Em alguns casos, esse percentual teria chegado a 10% do valor dos contratos.

Mandados são cumpridos em cinco municípios

As ações desta fase da Operação Chão de Giz ocorrem nos municípios de:

  • Grandes Rios: oito mandados de busca e apreensão, incluindo dois contra ex-prefeitos;
  • Mauá da Serra: seis mandados, entre eles um contra um ex-prefeito;
  • Rio Branco do Ivaí: 11 mandados;
  • Ortigueira: 10 mandados;
  • Laranjal: seis mandados, sendo um deles contra um secretário municipal.

O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos e a extensão dos fatos apurados.

Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR).

Redação Luzitana – Portal Giba Notícias