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Uma tragédia chocou a zona rural de Patrocínio, no interior de Minas Gerais. Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, faleceu nesta segunda-feira (13), após permanecer seis dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. Ela foi vítima de intoxicação causada por uma planta venenosa, que teria sido confundida com couve durante o preparo de uma refeição.

De acordo com informações médicas, Claviana sofreu uma parada cardiorrespiratória e, mesmo após tentativas de reanimação, não resistiu. O caso ocorreu em uma propriedade rural próxima à BR-365, onde familiares e amigos se reuniam para o almoço quando a planta tóxica, conhecida como “fumo-bravo” (Nicotiana glauca), foi utilizada de forma acidental na comida.

A vítima deixa um filho pequeno, de um ano e seis meses, que felizmente não chegou a ingerir o alimento contaminado.

Outras três pessoas também passaram mal após o consumo da planta. Um dos intoxicados já recebeu alta hospitalar, enquanto dois seguem internados na Santa Casa: um homem de 60 anos, que permanece intubado e em ventilação mecânica, e outro de 64 anos, que apresentou melhora, mas ainda sofre com confusão mental.

A equipe médica coletou amostras da planta, inclusive fragmentos encontrados na arcada dentária de Claviana, que foram encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para análise laboratorial.

Autoridades de saúde alertam para os perigos de confundir espécies vegetais, especialmente em áreas rurais. A semelhança entre o “fumo-bravo” e a couve pode enganar até mesmo pessoas experientes, e a ingestão da planta é altamente tóxica, podendo causar sintomas graves e até a morte.

O caso serve como alerta para a população sobre a importância de identificar corretamente plantas antes do consumo e redobrar a atenção ao coletar alimentos de hortas ou áreas silvestres.

Fonte: Patrocínio Online
Portal Giba Notícia