Suspeito de envolvimento no desaparecimento de primas em Cianorte possui extensa ficha criminal
O homem apontado pela Polícia Civil como principal suspeito no desaparecimento das jovens Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, possui um longo histórico policial, com registros por crimes como tráfico de drogas, roubo agravado e porte ilegal de arma. O caso, que mobiliza forças policiais no Paraná, segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades.


Segundo informações apuradas pela investigação, Clayton acumula dezenas de passagens policiais desde a adolescência. O delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, de Mandaguari, afirmou que o suspeito já era conhecido das forças de segurança da região há muitos anos.

Em 2008, ele foi preso durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas, chamada Operação Chaves. Na ocasião, familiares do suspeito também foram detidos, e ao todo 28 pessoas acabaram presas na ação. Clayton chegou a cumprir aproximadamente sete anos de prisão.
A condenação dele soma mais de 18 anos de pena pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse e porte ilegal de arma de fogo, além de desobediência. Recentemente, ele cumpria pena em regime aberto, porém passou a ser considerado foragido após solicitar mudança de endereço sem justificativa e não comparecer a uma audiência judicial.
Outro episódio envolvendo Clayton ocorreu em 2022, na região de Apucarana. O processo tramita em segredo de Justiça, mas a reportagem apurou que ele teria participado, junto de comparsas, de um assalto à residência de um ex-prefeito de Cambira. Os criminosos teriam invadido a casa armados, mantido moradores reféns e fugido levando veículos, joias e outros objetos de valor.
Registros policiais também mostram apreensões de armas ligadas ao suspeito e denúncias feitas enquanto ele ainda estava preso. Em uma das situações, investigadores encontraram celulares e chips dentro da cela onde ele estava.

Investigação sobre o desaparecimento
As primas desapareceram após saírem para uma festa na região de Maringá. Conforme relato das famílias, as jovens viajaram com o suspeito em uma caminhonete preta. Depois do evento, elas pretendiam seguir para Porto Rico, no noroeste do Paraná.
A Polícia Civil informou que Clayton utilizava identidade falsa em Cianorte e se apresentava como “Davi”, numa tentativa de esconder sua verdadeira identidade e dificultar ações da Justiça.
As investigações apontam que o suspeito ainda acessou a internet na manhã do dia 23 de abril e teria passado por Maringá no dia seguinte. Equipes das polícias Civil e Militar realizaram buscas em áreas de Paranavaí após denúncias e pistas sobre o possível paradeiro das jovens, mas até o momento nada foi encontrado.
O setor de inteligência segue analisando imagens de câmeras de segurança, dados telefônicos e movimentações do suspeito. Novas diligências em cidades da região não estão descartadas.
Atualmente, a principal linha investigativa é de homicídio, com possível feminicídio. De acordo com o delegado Luís Fernando Alves Silva, existem fortes indícios reunidos através de depoimentos, documentos e reconhecimentos formais que apontam para o envolvimento direto do suspeito.


Mesmo assim, a polícia informou que ainda não descarta completamente hipóteses como sequestro e cárcere privado.
Família mantém esperança
A mãe de Sttela, Ana Erli Melegari, afirmou que continua aguardando respostas sobre o paradeiro da filha e da sobrinha. Emocionada, ela disse acreditar que as jovens ainda estejam vivas.
Segundo a família, Sttela não tinha proximidade com o suspeito, que seria conhecido apenas de Letycia. As investigações apontam que as garotas conheceram o homem em uma danceteria em Cianorte.
Ana relatou ainda que a filha mantinha contato frequente com a família, inclusive por chamadas de vídeo, principalmente com a irmã mais nova, de apenas dois anos.
O desaparecimento foi registrado oficialmente em 23 de abril. O último contato das jovens com familiares aconteceu na noite de 20 de abril. Já na madrugada do dia 21, Sttela ainda publicou uma foto em rede social ao lado do suspeito.
As buscas continuam sendo realizadas pelas forças de segurança do Paraná.
Redação Luzitana Lu – PORTAL GIBA NOTÍCIAS
