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O governo de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (29) a terceira morte relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol na região metropolitana. Além disso, um quarto óbito está sob investigação, ainda sem confirmação sobre a causa da intoxicação.

De acordo com o comunicado oficial, desde junho deste ano foram registrados seis casos confirmados de intoxicação por metanol, todos com suspeita de ligação ao consumo de bebidas “batizadas”. Outros dez casos seguem em apuração, dos quais três já resultaram em mortes confirmadas: um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, outro de 54 anos na capital paulista, e um terceiro, de 45 anos, cuja cidade de residência ainda está em investigação. O quarto óbito, de um homem com histórico de etilismo crônico, segue sob análise para determinar se há vínculo com a bebida adulterada. Um dos casos inicialmente investigados foi descartado.

O metanol é uma substância altamente tóxica que não deve ser usada na produção de bebidas destinadas ao consumo humano. A ingestão pode causar graves danos à saúde, incluindo cegueira, falência de órgãos e morte. Mesmo em pequenas quantidades, os efeitos podem ser fatais.

As autoridades de saúde alertam a população para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa, especialmente as vendidas de forma clandestina, sem registro ou rótulo adequado. A Secretaria Estadual da Saúde reforça que bares, depósitos e pontos de venda suspeitos estão sendo fiscalizados em parceria com a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil, que apura a origem das bebidas adulteradas.

Casos semelhantes já ocorreram em outras regiões do Brasil nos últimos anos, provocando uma onda de preocupação em relação ao comércio ilegal de álcool adulterado. Especialistas lembram que o preço muito abaixo do mercado, a falta de lacre de fábrica e rótulos irregulares são sinais de alerta para o consumidor.

A população pode denunciar pontos de venda suspeitos por meio do Disque-Denúncia 181, de forma anônima, ou diretamente à Vigilância Sanitária municipal.

Redação: Luzitana Lima (Lu ) – Portal Giba Notícias