Uso de spray de pimenta e armas de choque para defesa feminina avança no Paraná e reacende debate 26 de dezembro de 2025
O Paraná deu mais um passo no debate sobre segurança e proteção das mulheres. A Assembleia Legislativa do Estado aprovou, por unanimidade, o uso do spray de pimenta como instrumento de defesa pessoal para mulheres. A medida busca ampliar alternativas de proteção, especialmente em situações de risco iminente.
Em Londrina, a Câmara Municipal também aprovou o porte de armas de choque por contato, destinadas a casos em que o agressor se aproxima fisicamente da vítima. As iniciativas, no entanto, dividem opiniões entre especialistas e a sociedade, que discutem até que ponto esses instrumentos são eficazes no enfrentamento da violência de gênero.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) apontam que, em 2025, foram registrados 79 casos de feminicídio no estado — uma redução de 15% em relação ao ano anterior, quando 93 mulheres foram mortas, em sua maioria em contextos de violência doméstica. Para o governo estadual, a queda está relacionada à adoção de novas estratégias, como o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas em situações de medidas protetivas.
Outras ações também estão em discussão. Em Curitiba, tramita um projeto que prevê a instalação de totens de segurança em pontos de ônibus, equipados com câmeras conectadas à Guarda Municipal e à Patrulha Maria da Penha. O sistema permitiria que vítimas realizassem denúncias por chamada de vídeo, ampliando o acesso rápido à ajuda.
Especialistas ouvidos sobre o tema avaliam que mecanismos de defesa e tecnologias de proteção são importantes, mas ressaltam que o combate à violência contra a mulher exige políticas públicas contínuas, investimento em educação e ações preventivas capazes de romper o ciclo da violência desde a base.
Redação: Luzitana Lu
Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná; Câmara Municipal de Londrina; Secretaria de Segurança Pública do Paraná
Reprodução/RIC Record
imagem ilustrativa
