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Uma sessão que deveria definir a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mercês, na Zona da Mata de Minas Gerais, acabou se transformando em um dos episódios mais tensos da política local recente. A reunião, realizada nesta semana, foi interrompida após uma denúncia de suposta compra de votos feita publicamente por um dos vereadores.
Durante o momento da votação, o vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), surpreendeu os presentes ao afirmar, no microfone, que teria recebido R$ 100 mil de um empresário da cidade, proprietário de um posto de combustíveis, para direcionar seu voto em favor do vereador José Ivanio de Oliveira (PSD).
A gravação oficial da sessão — transmitida pelas redes sociais da Câmara — registrou o instante em que o parlamentar retira da bolsa um maço de dinheiro, alegando ser parte do valor supostamente entregue para influenciar sua decisão.
A situação gerou mobilização imediata:
Polícia Militar foi chamada ao local e recolheu o dinheiro apresentado;
Polícia Civil instaurou inquérito, sob responsabilidade do delegado Arthur Simões, para investigar possível prática de corrupção;
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou oficialmente que o caso seja apurado.
A eleição da Mesa Diretora ganhou ainda mais repercussão porque o presidente eleito deverá assumir temporariamente a Prefeitura de Mercês, já que o prefeito eleito, Donizete Calixto (Mobiliza), não pôde ser empossado.
Segundo o que relatou o vereador Marcelio, o suposto acordo previa o pagamento dividido em R$ 50 mil em dinheiro e R$ 50 mil em cheque. A defesa do parlamentar, representada pelo advogado Leury Oliveira, informou ao g1 que o caso foi registrado e será investigado.
O empresário citado, Calixto Domingos Neto, não se pronunciou até o momento.
O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais e promete se tornar um dos casos mais delicados da política regional nos últimos anos.
Fonte e imagem: paranajovemnoticias
Redação Luzitana Lu – Portal Giba Notícias