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Igor Pontarolo foi detido em flagrante por ameaça, dano qualificado e desacato. Imagens de câmeras de segurança registraram parte dos acontecimentos; no dia seguinte, ele obteve liberdade provisória.

O vice-prefeito de Guamiranga, Igor Pontarolo, foi preso em flagrante na terça-feira (20) após uma ocorrência envolvendo danos ao patrimônio público no hospital municipal e na Prefeitura da cidade, localizada na região central do Paraná, com aproximadamente 7,9 mil habitantes.

Ele foi autuado pelos crimes de ameaça, dano qualificado e desacato. Na quarta-feira (21), a Justiça concedeu liberdade provisória ao político.

Câmeras registraram danos no pronto-atendimento

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Igor chega ao pronto-atendimento carregando uma mulher no colo. Segundo as informações divulgadas, cerca de dois minutos depois, ele arranca uma porta após a trava eletrônica não abrir na primeira tentativa.

De acordo com o boletim de ocorrência, depois do episódio no hospital, o vice-prefeito foi até a Secretaria Municipal de Saúde, localizada em um anexo da unidade, e danificou uma sala enquanto chamava pelo secretário responsável pela pasta.

Vídeos divulgados após a ocorrência mostram os danos provocados no local.

Mulher teria passado mal durante velório

Em depoimento, um amigo do vice-prefeito relatou que os dois estavam em um velório quando uma tia dele passou mal e desmaiou. Segundo o relato, Igor também participava da cerimônia e decidiu levar a mulher ao hospital por meios próprios.

O amigo afirmou que, quando chegaram ao pronto-atendimento, a mulher estava no colo do vice-prefeito e apresentava convulsões.

A circunstância foi mencionada pela defesa como justificativa para a conduta do político durante a chegada à unidade de saúde.

Defesa alega estado de necessidade

Em nota, a defesa de Igor Pontarolo afirmou que ele agiu em uma situação de emergência, buscando garantir atendimento médico à mulher.

Segundo os advogados, o vice-prefeito “agiu em estado de necessidade, buscando preservar a vida e garantir atendimento médico emergencial a uma pessoa que se encontrava em situação de risco”.

A defesa sustenta, portanto, que a conduta ocorreu diante da necessidade de prestar socorro à paciente.

Prefeitura aguarda apuração

A Prefeitura de Guamiranga também se manifestou sobre o caso. Em nota, o Município informou que ainda não possui elementos suficientes para esclarecer integralmente o que aconteceu.

A administração municipal afirmou considerar necessário aguardar a apuração formal antes de emitir qualquer juízo ou divulgar informações que possam ser imprecisas.

O caso envolve a atuação de um agente público e danos a instalações municipais. As circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.

Fonte: G1 | Vídeo: G1 | Redação Luzitana | Portal GIBA Notícias