Narcopiloto brasileiro ligado ao tráfico colombiano morre após infecção por bactéria “come-carne”
O brasileiro Márcio Uebel Hübner, apontado como um dos pilotos que atuavam a serviço do tráfico internacional de drogas na Colômbia, morreu após ser levado em estado grave a um hospital na cidade de Inírida, no departamento de Guainía, região de fronteira entre Colômbia, Venezuela e Brasil.
Segundo informações divulgadas, Hübner foi deixado por desconhecidos na unidade de saúde, já em estado crítico, em busca de atendimento médico. Ele não resistiu às complicações causadas por uma infecção provocada por uma bactéria conhecida popularmente como “come-carne”, responsável pela fasciite necrosante, uma doença agressiva que destrói tecidos do corpo e pode evoluir rapidamente para necrose.
Hübner era procurado pela Justiça brasileira desde 2022, após protagonizar um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo. Na ocasião, a aeronave pilotada por ele transportava cerca de 656 quilos de cocaína. Após o pouso, ele e outro suspeito fugiram antes da chegada das equipes policiais.
Foragido, o brasileiro teria se escondido na região de selva da Colômbia, onde passou a atuar como piloto para grupos ligados ao narcotráfico. De acordo com as informações divulgadas, ele era considerado um piloto de confiança de Ivan “Mordisco”, apontado como um dos criminosos mais procurados da Colômbia.
Hübner teria realizado voos clandestinos pelo chamado “corredor da selva”, uma área de difícil acesso na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, marcada pela presença de pistas de pouso ilegais e estruturas utilizadas para o processamento e transporte de drogas.
O caso chama atenção pela trajetória do brasileiro, que passou a ser alvo das autoridades após uma grande apreensão de cocaína no Brasil e, posteriormente, teria se integrado a uma das principais rotas internacionais do tráfico na América do Sul.
Fonte: R7
Redação Luzitana
Portal Giba Notícias
