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Ação do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos e receptação de peças de veículos apreendidos.

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Tanque Fantasma, em ação integrada com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná. A investigação apura a possível participação de um policial civil e de empresários dos setores de combustíveis e de comércio de autopeças de Cianorte em supostos esquemas criminosos.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, seis mandados de busca pessoal e um mandado de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Cianorte.

A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de dois imóveis e o afastamento do sigilo dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.

Investigação apura suposta fraude em abastecimentos

De acordo com o Ministério Público, uma das frentes da investigação apura a possível simulação de abastecimentos de viaturas oficiais.

Conforme a suspeita investigada, cartões utilizados para o abastecimento da frota pública teriam sido empregados para pagar por combustíveis que não teriam sido efetivamente fornecidos.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 42.321,47.

A investigação busca esclarecer como os pagamentos eram realizados, identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias em que os recursos públicos teriam sido utilizados indevidamente.

Peças de veículos apreendidos também são alvo da investigação

A segunda linha investigativa apura a possível subtração de peças e componentes de veículos apreendidos que estavam sob a custódia da Polícia Civil.

Segundo as informações divulgadas pelo MPPR, há suspeita de que os materiais retirados desses veículos tenham sido recebidos por proprietários de estabelecimentos comerciais que atuam nos segmentos de autopeças e desmanches.

A apuração busca esclarecer a possível participação dos investigados nesse esquema e identificar a origem e o destino dos componentes.

Materiais apreendidos serão analisados

Os objetos e dispositivos eletrônicos recolhidos durante o cumprimento dos mandados passarão por análise detalhada. O objetivo é aprofundar as investigações, reunir elementos de prova e individualizar a possível conduta de cada pessoa envolvida.

A operação recebeu o nome de Tanque Fantasma em referência à suspeita de abastecimentos pagos com recursos públicos sem o fornecimento efetivo de combustível.

As suspeitas investigadas envolvem possíveis crimes de peculato, receptação qualificada e associação criminosa.

Até a conclusão das investigações e eventual julgamento, os envolvidos devem ser tratados como investigados, respeitando-se o princípio da presunção de inocência.

Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR) | Redação Luzitana | Portal GIBA Notícias

Operação Tanque Fantasma investiga policial civil e empresários em Cianorte