Trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no Paraná sobreviviam com farinha, água e sal
Grupo de 12 trabalhadores foi resgatado em Paranacity, no Noroeste do Estado. Sem receber salários, eles enfrentavam dificuldades para conseguir alimentos e, segundo relato, chegaram a ficar cerca de 20 dias sem água no alojamento.
Doze trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo no município de Paranacity, no Noroeste do Paraná. A situação encontrada revelou condições extremas de vulnerabilidade: sem receber salários e com acesso limitado a alimentos, os trabalhadores recorriam a uma mistura de farinha, água e sal para tentar matar a fome.
De acordo com informações apuradas pelo g1, o grupo tinha dificuldade para conseguir comida durante o período em que permaneceu no local. Em algumas ocasiões, os trabalhadores precisaram dividir a mistura dos três ingredientes e um pacote de bolachas para se alimentar.
O resgate foi realizado no dia 30 de setembro pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). Durante o atendimento, um dos trabalhadores relatou que chegou a passar um dia inteiro sem comer.
Relato aponta falta de água
Além da escassez de alimentos, os trabalhadores também enfrentavam problemas no acesso à água. Em depoimento, um deles afirmou que permaneceu aproximadamente 20 dias sem água no alojamento.
Os relatos evidenciam a precariedade das condições às quais o grupo estava submetido e reforçam a importância das ações de fiscalização para identificar e interromper situações de exploração do trabalho.
Combate ao trabalho escravo
O trabalho em condições análogas à escravidão é uma grave violação dos direitos humanos e da legislação trabalhista brasileira. A caracterização desse tipo de situação pode envolver condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas, servidão por dívida ou restrições à liberdade dos trabalhadores.
O resgate permite interromper as condições de exploração e iniciar os procedimentos legais cabíveis, incluindo a apuração de responsabilidades e a garantia dos direitos das vítimas.
O caso registrado em Paranacity chama a atenção para a necessidade de combater práticas de exploração e assegurar condições dignas de trabalho, alimentação, água potável e remuneração.
Fonte: g1 | Redação Luzitana | Portal GIBA Notícias
