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O Paraguai vive uma grave crise política e financeira. O ex-presidente Santiago Peña foi detido na noite desta sexta-feira (6), em Assunção, após ter sido destituído do cargo pelo Senado paraguaio em um processo de impeachment relacionado ao colapso do banco digital Ueno.

A prisão foi determinada pelo Ministério Público do país, que ordenou a detenção do ex-chefe de Estado no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.

Peña deverá permanecer em prisão domiciliar, sob custódia policial, enquanto as autoridades avançam nas investigações.

Crise bancária atingiu milhões de pessoas

A crise começou após o Banco Central do Paraguai intervir no Ueno Bank, instituição que enfrentava problemas de solvência. A medida deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos, provocando forte repercussão econômica e manifestações populares.

O caso também levantou suspeitas sobre possíveis conflitos de interesses e favorecimento da instituição financeira.

Senado aprovou impeachment

O processo de impeachment foi aprovado pelo Senado nesta sexta-feira (6), com 44 votos favoráveis à destituição e uma ausência.

A decisão encerrou o mandato de Santiago Peña, que havia assumido a Presidência em 2023. O então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país.

O ex-presidente é investigado por possíveis irregularidades relacionadas ao escândalo financeiro. As acusações ainda estão sob análise das autoridades paraguaias, e Peña terá direito à defesa.

O caso provoca repercussão internacional e representa um dos episódios políticos mais graves da história recente do Paraguai.

Fonte: GloboNews. Redação Luzitana | Portal GIBA Notícias.