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Nova regra começa a ter efeitos financeiros em 1º de novembro; Senado não divulgou estimativa de custos nem o número de possíveis beneficiários.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ampliou as regras de acesso à assistência à saúde oferecida pela Casa para ex-senadores. A mudança permite que antigos parlamentares incluam filhos, enteados e outros familiares no benefício, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos pela instituição.

A medida foi formalizada por meio de um ato assinado na semana anterior à divulgação da notícia e terá efeitos financeiros a partir de 1º de novembro de 2026.

Quem poderá ser incluído?

Pelas regras anteriores, a assistência à saúde dos ex-senadores abrangia o próprio ex-parlamentar e seu cônjuge ou companheiro. Com a alteração, a inscrição de dependentes passa a seguir critérios semelhantes aos aplicados aos servidores do Senado.

Entre os familiares que poderão ser incluídos estão filhos e enteados, observadas as condições previstas nas normas da Casa. Também poderão ser inscritos pai, mãe, padrasto e madrasta, desde que comprovada a dependência econômica exclusiva em relação ao ex-senador, conforme as regras estabelecidas.

A ampliação não representa, portanto, a liberação automática do benefício para qualquer familiar. A inclusão depende do cumprimento dos requisitos exigidos pelo Senado.

Senado não informou o impacto financeiro

Um dos pontos que chama a atenção na mudança é a ausência de informações públicas, no ato mencionado pelas reportagens, sobre a quantidade de pessoas que poderão ser contempladas e o impacto financeiro da ampliação.

Sem esses dados, não é possível determinar quantos novos dependentes serão incluídos nem calcular quanto a mudança poderá representar em despesas para o sistema de assistência à saúde da instituição.

O benefício prevê atendimento por meio de uma rede conveniada de médicos, hospitais e outros prestadores de serviços. Também existe a possibilidade de reembolso de despesas com profissionais e estabelecimentos escolhidos pelos beneficiários, respeitados os limites e as condições estabelecidos pelo Senado.

A utilização da assistência está sujeita às regras do sistema, incluindo o pagamento de contribuições mensais pelos ex-senadores e seus cônjuges.

Mudança ocorre antes da renovação do Senado

A alteração acontece em um período de transição política, com a renovação de parte das 81 cadeiras do Senado Federal nas eleições de 2026.

Os mandatos dos atuais senadores se encerram em 31 de janeiro de 2027. Com a saída de parlamentares que não conquistaram novos mandatos ou decidiram não disputar a reeleição, as regras de assistência à saúde para ex-senadores voltam a chamar a atenção para os benefícios mantidos após o exercício do cargo.

A ampliação do acesso para familiares também coloca em discussão a transparência sobre os custos e o alcance dos benefícios oferecidos pelo Poder Legislativo.

A medida, no entanto, não extingue as exigências de contribuição nem elimina os critérios para utilização da assistência médica. Os interessados continuam sujeitos às normas estabelecidas pela instituição.

Fonte: Metrópoles / Senado Federal — Portal GIBA Notícias