Sete anos após morte de segurança em Maringá, três acusados irão a júri popular
Mais de sete anos após a morte do segurança Igor Santos Artigas, três homens acusados de envolvimento no crime serão julgados pelo Tribunal do Júri. O julgamento de Alessandro da Silva Riguetto, João Alencar do Nascimento Jacomo e Leandro da Silva Riguetto está marcado para o dia 6 de outubro de 2026.
Caberá aos jurados analisar as acusações apresentadas e decidir se os réus são responsáveis criminalmente pela morte de Igor, que foi assassinado a tiros no dia 5 de fevereiro de 2019, enquanto pilotava uma motocicleta pela Avenida Carlos Correa Borges, em Maringá.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima foi surpreendida no cruzamento com a Avenida Nildo Ribeiro. A acusação aponta que havia uma antiga desavença envolvendo Igor e os irmãos Riguetto, relacionada principalmente ao trabalho exercido por ele como segurança e a informações que teria levantado sobre atividades criminosas na região onde os suspeitos moravam.
Conforme o MP, Igor era conhecido por denunciar situações envolvendo o tráfico de drogas no bairro e realizava investigações informais sobre possíveis crimes.
A denúncia sustenta que, na noite de 3 de fevereiro de 2019, os envolvidos teriam se reunido em uma residência para planejar a morte do segurança. Entre as ações discutidas estaria a obtenção de um veículo para ser utilizado na execução do crime.
Na tarde de 5 de fevereiro daquele ano, Igor teria ido até um mercado para comprar um refrigerante. Ao deixar o estabelecimento, segundo a acusação, ele passou a ser perseguido pelos suspeitos.
Ainda conforme o Ministério Público, um Honda Fit se aproximou da motocicleta na Avenida Carlos Correa Borges. A denúncia aponta que João Alencar dirigia o veículo, enquanto Alessandro e Leandro teriam efetuado os disparos contra Igor, que morreu no local.
Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo torpe, caracterizado por vingança, e com recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.
Outro denunciado no processo, Maikon Wellingtton Ferreira, também chegou a figurar entre os acusados. Ele, porém, foi morto a tiros em agosto de 2023, na cidade de Paiçandu.
A advogada criminalista Josiane Monteiro acompanha o caso e representa os familiares de Igor como assistente da acusação. Segundo ela, a proximidade do julgamento aumenta a expectativa da família, que aguarda uma decisão pela condenação dos réus.
O júri popular será responsável pela decisão final sobre a responsabilidade dos acusados.
Fonte: Almenara André / Redação Luzitana / Portal GIBA Notícias



